Nacional
Plen�rio absolve o deputado Wanderval
| Fábio Zanini Folhapress Brasília - O quórum baixo salvou ontem o mandato do deputado Wanderval dos Santos (PL-SP), que se tornou assim o sexto envolvido no escândalo do mensalão a ser absolvido. Em uma situação inédita na crise, mais deputados votaram pela cassação do que contra, mas aquém do mínimo necessário de 257 votos (maioria absoluta). No final, faltaram 15 votos: foram 242 pela perda de mandato e 179 contra. Houve 20 abstenções e 3 em branco. Não compareceram à sessão 68 deputados - destes, 12 chegaram a marcar presença na portaria da Câmara, mas não votaram no plenário. Mais um parlamentar, João Magno (PT-MG), seria julgado pelo plenário ontem à noite, com forte tendência de se salvar. Magno também teve a cassação pedida pelo Conselho de Ética. O desinteresse de vários parlamentares durante toda a sessão contribuiu para a absolvição. Apenas 12 parlamentares ouviram o discurso do relator, Chico Alencar (P-Sol-RJ). Votaram apenas 444 deputados, 40 a menos do que seria a margem segura. O placar do mensalão registra até agora apenas três cassações: de Dirceu, Roberto Jefferson (PTB-RJ) e Pedro Corrêa (PP-PE). Quatro outros renunciaram e seis, com Magno, ainda precisam ser julgados pelo plenário. A principal acusação contra Wanderval, formulada pelo relator do processo, Chico Alencar, foi a de ele ter ?terceirizado? seu mandato para a Igreja Universal do Reino de Deus, da qual era bispo até o início do escândalo. No decorrer das investigações, o deputado acabou tendo de sair da igreja. Investigação da CPI dos Correios comprovou o saque de R$ 150 mil do valerioduto. Primeiro, Wanderval negou o saque. Depois o atribuiu a Siqueira, que agiria a mando do ex-deputado Carlos Rodrigues (PL-RJ).