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CNBB lamenta clima entre PT e PSDB

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| ROSE ANE SILVEIRA Folha Online Brasília - A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) comentou ontem a crise política no País e lamentou a polarização entre PSDB e PT nas eleições deste ano. ?Nenhum desses dois grupos tem força suficiente para governar sozinho. Aí está o problema. O risco das alianças?, afirmou dom Antônio Celso Queiroz, vice-presidente da CNBB. A entidade lançará no próximo dia 3 de abril uma nova cartilha para orientar o eleitor brasileiro sobre como fazer a melhor opção por um candidato nas eleições de outubro. ?Será uma cartilha sobre o tipo de candidato a ser escolhido. Vamos falar de honestidade, que é para não vender o voto, não pensar em ganhos pessoais, mas sim no bem coletivo?, afirmou o secretário-geral da CNBB, dom Odilo Pedro Scherer. Queiroz explicou que a cartilha será direcionada não só aos eleitores, mas também aos candidatos. ?Vamos falar dos desafios do contexto brasileiro do momento atual, falar dos sinais de resistência e esperança da sociedade brasileira?, afirmou. ?Eu acho que nunca faltaram bons candidatos. O problema é saber escolher. Estamos em um momento de esquina da história. Os candidatos precisam propor um projeto de governo. Não há uma pessoa salvadora.? Ao defender um novo projeto de governo, a CNBB ressaltou a necessidade de uma mudança na política econômica do País. ?A gente diz que a política econômica não é do ministro Antonio Palocci. Ela começa muito tempo atrás. Acho que qualquer um que entrar agora terá de mudar a política econômica?, disse Queiroz. Já Scherer afirmou que este é o momento de trazer à sociedade brasileira os desafios a serem vencidos pelo novo governo. ?É o momento de chamar a atenção para aspectos da sociedade brasileira que não são muito solidários. A péssima distribuição de renda, a distância entre ricos e pobres.? Ele disse ainda ter certeza de que todos os candidatos nas eleições deste ano vão adotar um discurso em favor da ética e da honestidade. ?Por enquanto não há clareza nas propostas. Sei que certamente vai ser difícil um candidato não usar hoje a bandeira da ética.?

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