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Nº 5731
Nacional

Pol�cia ret�m passaportes de gerentes

| Mário César Carvalho Folhapress São Paulo - A Polícia Federal apreendeu o passaporte de seis gerentes do escritório de “private banking” do Credit Suisse em São Paulo para evitar que eles deixem o País enquanto o banco é investigado. Quatro deles são

Por | Edição do dia 25/03/2006 - Matéria atualizada em 25/03/2006 às 00h00

| Mário César Carvalho Folhapress São Paulo - A Polícia Federal apreendeu o passaporte de seis gerentes do escritório de “private banking” do Credit Suisse em São Paulo para evitar que eles deixem o País enquanto o banco é investigado. Quatro deles são suíços. Esse escritório está sob investigação desde dezembro do ano passado, sob suspeita de fazer remessa ilegal de dólares para o exterior. Se o crime for comprovado, o Credit e seus funcionários podem ser julgados pelos crimes de formação de quadrilha e crime contra o sistema financeiro. “Private banking” é o segmento dos bancos voltado para a administração de grandes fortunas. Segundo advogados especializados na área financeira, quase todos os escritórios de “private” fazem remessas ilegais de dólares. A ordem de apreensão dos passaportes foi dada pelo juiz Fausto Martin de Sanctis, da 6ª Vara Federal Criminal, especializada em crimes financeiros. Os seis gerentes só podem deixar o país com autorização desse juiz. Os passaportes foram apreendidos depois que o economista suíço Peter Schaffer, 50, responsável em Genebra pelos negócios de “private banking” do Credit no Brasil , foi preso numa sala VIP do aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, quando tentava embarcar para a Suíça. A PF diz que Schaffer, preso no final da tarde de quarta-feira, iria fugir do país. Ele havia chegado ao país na semana passada e tinha sua volta programada para o dia 6 de abril. Na última terça-feira, a PF realizou uma operação de busca e apreensão no escritório de “private banking” do Credit, localizado na parte mais nobre da avenida Faria Lima, e na casa de quatro gerentes. A PF tem indícios de que o Credit Suisse fazia remessas de recursos de caixa dois de empresários, políticos e doleiros. O escritório de “personal banking” do Credit não tem nenhuma relação com o banco de investimentos Credit Suisse, de acordo com ambas as instituições. David Walker, chefe de comunicação corporativa da divisão de “private banking” do Credit Suisse para as Américas, disse de Nova York que o banco não faria comentários.

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