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Pol�cia Federal intima Palocci a depor

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| FELIPE RECONDO Fausto Salvadori Filho Folha Online A Polícia Federal intimou o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci a prestar depoimento no caso que apura a violação do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa. A intimação, entregue na terça-feira, previa que o depoimento fosse prestado hoje, mas Palocci não poderá comparecer por motivos de saúde, de acordo com seu advogado João Leal. A Polícia Federal informou que o advogado enviou um atestado médico justificando a necessidade de adiar o depoimento de Palocci, que estava marcado para as 10h de hoje. O atestado indica que o ex-ministro está com estresse e cansaço. A expectativa da PF é que o depoimento de Palocci seja tomado entre quarta ou quinta-feira da próxima semana. Segundo a PF, o advogado do ex-ministro havia sinalizado a disposição de cooperar com o inquérito que apura a violação do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa. Para a PF, o depoimento de Palocci é fundamental para ajudar a esclarecer a operação que resultou na quebra do sigilo bancário do caseiro. Para a PF, a versão apresentada pelo ex-presidente da Caixa, Jorge Mattoso, tem falhas. Não está clara para os investigadores, por exemplo, a motivação de Mattoso para quebrar o sigilo. Ribeirão preto Além das Polícias Civil e Federal, a Promotoria Pública de Ribeirão Preto também pretende intimar Palocci a prestar depoimento nos próximos dias. ?No que depender de mim, gostaria de ouvi-lo já na próxima semana?, afirmou o promotor Aroldo Costa Filho, do Ministério Público em Ribeirão Preto (SP). Segundo o promotor, Palocci é investigado em cerca de 20 inquéritos civis públicos, que apuram irregularidades do tempo em que ele era prefeito da cidade. Entre os casos investigados pelo MP, estão concursos fraudulentos e licitações suspeitas - entre elas uma compra de R$ 1,25 milhão em cestas básicas que exigia um molho especial de tomate com ervilhas. ?Vamos levar dois a três dias para ouvir o ex-ministro sobre os casos?, disse o promotor. Polícia Civil Além do Ministério Público, a gestão de Palocci na Prefeitura de Ribeirão Preto também é investigada pela Polícia Civil. O delegado seccional da cidade, Benedito Antonio Valencise, também vai intimar o ex-ministro e espera definir hoje a data do depoimento. Enquanto era ministro, Palocci tinha foro privilegiado e não podia ser indiciado pela polícia. Com a demissão de Palocci, o delegado já avisou que pretende indiciá-lo ao lado de outras ?oito ou dez? pessoas pelos crimes de peculato (funcionário público que se apropria de dinheiro em função do cargo que ocupa ou de bem público), falsidade ideológica e formação de quadrilha. Valencise preside o inquérito criminal que investiga a existência de um suposto esquema de corrupção envol vendo Palocci e as empresas de varrição contratadas pelo município. O delegado Benedito Antonio Valencise já avisou que quer impedir o ex-ministro de deixar o País. Valencise quer se valer da nova condição de Palocci, que perdeu o foro privilegiado que tinha como ministro após a nomeação de Guido Mantega. Como ministro, ele tinha foro privilegiado que lhe dava o direito de ser processado apenas pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Agora ele pode ser processado pela Justiça comum, ser intimado a prestar depoimento pela Polícia Federal e ser indiciado, por exemplo, por qualquer juiz de primeira instância do País.

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