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Casos de dengue crescem em S�o Paulo

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MARIANA CAMPOS THIAGO REIS Folha Online Cinco municípios da Baixada Santista registraram de janeiro a março deste ano um aumento de casos de dengue em relação ao mesmo período de 2005. Apenas em Santos houve decréscimo. Já são 521 pessoas com a doença confirmada no litoral sul de São Paulo. Em 2005, eram 192. No Guarujá, houve, até terça, 156 casos confirmados - 26 vezes o registro do primeiro trimestre do ano passado (seis). Semana passada, uma mulher de 40 anos morreu na cidade com suspeita de dengue hemorrágica. Segundo o secretário da Saúde, Ricardo Auad, a prefeitura está aguardando o resultado do exame sorológico, que foi solicitado ao Instituto Adolfo Lutz, para ter a confirmação. O resultado pode demorar até 30 dias para sair. De acordo com Auad, o laudo do Instituto Médico Legal (IML) indica que a mulher morreu de hemorragia pulmonar. A vítima deu entrada quatro vezes no pronto-socorro com suspeita de dengue. ?Ela estava com quadro clínico de dengue, com muitas dores, vomitando. Ficou internada e foi piorando. Às 7h do dia 29, ela teve uma parada cardíaca.? A doença não foi confirmada, mas a população reclama que os casos estão sendo abafados. A diretora da Vigilância em Saúde, Sandra Furquim, nega que a secretaria esteja ?mascarando? os casos de dengue. Segundo ela, há 818 casos notificados ainda em análise porque a confirmação só pode ser feita pelo Adolfo Lutz e há, como no resto do País, falta de kits para a validação. Segundo Furquim, o aumento de casos em 2006 se deve ao verão bem característico. ?De dia fazia sol, temperatura muito forte; já de noite chovia. Então, havia água parada e limpa.? Em São Vicente, outra cidade em que os casos ultrapassaram em dez vezes os do ano passado (são 141 contra 11), o coordenador do programa de dengue, Marcus Vinícius Rodrigues dos Santos, afirma que parte da culpa é da própria população. ?As pessoas não têm colaborado, não dão continuidade ao trabalho dos agentes. Há bairros na cidade em que mais de 50% dos moradores se recusam a abrir a porta.? A população diz ainda que não há um trabalho de fumacê sendo feito pelas administrações. Furquim diz que a ação na atual situação serviria só como ?fator psicológico?. ?A ação química não adianta nesse caso, pois só fortalece o mosquito.? Santos concorda. ?O hábito do Aedes aegypti é intradomicílio, e a fumaça é jogada por fora. Pode causar problemas para as pessoas com bronquite. O ministério diz ter feito os testes e o aprova. Acho que ele [fumacê] não atingiu o objetivo em relação à dengue.? O Ministério da Saúde diz que o fumacê é apenas uma das armas na luta contra dengue e que só é usado quando há alta infestação de mosquitos adultos. Em Cubatão, Bertioga e Praia Grande, também houve aumento de casos. Em Santos, o número caiu de 172 para 88 neste ano. Em Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe, não há registros. A dona de casa Alvina Rey Cota Paixão, 47, que mora na Enseada (Guarujá), diz que pegou dengue na semana passada. Além dela, seu marido, Luis Carlos Paixão, 48, e sua mãe, Carmen Rey Cota, 69, também ficaram doentes nos últimos 15 dias. ?Aqui na rua todo mundo teve. Não pula uma casa.? Ela acha que os números são distorcidos da realidade porque muitas pessoas não procuram atendimento médico, por já saber como tratar a doença e para evitar enfrentar as filas. A reportagem esteve sexta-feira no posto de saúde da rodoviária, no Guarujá. Entre as seis pessoas entrevistadas, cinco estavam com suspeita de dengue. A vendedora Maria Lucia de Andrade, 52, disse que estava se sentindo mal, com febre, dores pelo corpo e vômitos. ?O remédio é que está me deixando de pé?, afirmou. Ela tinha ido buscar o resultado do exame para poder confirmar a doença. ### Saúde procura pessoas para testar vacina | Folha Online São Paulo Foi prorrogado até o próximo dia 31 de maio o prazo para que a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo indique 20 voluntários - que não sejam portadores do vírus HIV - para participar de um estudo para produzir uma vacina anti-Aids. Inicialmente, o prazo acabaria na sexta-feira, dia 31 de março. Porém, como apenas três voluntários haviam sido selecionados, o HIV Vaccine Trial Network, com sede nos Estados Unidos, responsável pelos estudos de vacinas anti-HIV, concordou com a prorrogação. Os voluntários devem ter de 18 a 25 anos, serem saudáveis e não possuírem o vírus causador da doença. Recrutamento O recrutamento começou no fim de 2005. Desde então, cerca de 700 pessoas se mostraram interessadas em participar, mas desistiram ou não preenchiam os requisitos necessários. A primeira voluntária foi vacinada semana passada e passa bem. ?Não há possibilidade de pegar Aids ou o vírus HIV com este teste. É 100% garantido. É de extrema importância que a população de São Paulo ajude nos testes. Sem os voluntários não conseguiremos estudar a vacina?, afirma Gabriela Calazans, organizadora do recrutamento, de acordo com a Secretaria da Saúde. Contato Quem estiver disposto a colaborar com a pesquisa deve entrar em contato com o Centro de Referência e Tratamento da Aids (CRT/Aids) localizado na rua Santa Cruz, nº 81, na Vila Mariana (zona sul de São Paulo), ou enviar um e-mail para [email protected].

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