Nacional
PF afirma ter elementos suficientes contra Palocci
| FAUSTO SALVADORI FILHO Folha Online A Polícia Federal informou ontem que ?já existem elementos suficientes? para indiciar o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci pela quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa. A equipe do delegado Rodrigo Carneiro Gomes, responsável pelo inquérito que apura o vazamento do sigilo bancário, deve indiciar Palocci amanhã. A expectativa é que Palocci seja indiciado, ao menos, pela quebra de sigilo funcional e abuso de poder. A PF deve voltar a intimar Palocci hoje. A PF tentou intimá-lo na semana passada, mas o ex-ministro apresentou um atestado médico de quatro dias para não comparecer ao depoimento. Palocci é suspeito de ter ordenado ao ex-presidente da Caixa Econômica Federal Jorge Mattoso a quebra do sigilo bancário do caseiro. A violação ocorreu logo depois do caseiro desmentir Palocci na CPI dos Bingos. Ele disse ter visto Palocci na casa alugada em Brasília pelos ex-assessores de Ribeirão Preto para negociatas com lobistas e festas com prostitutas. Ex-assessor A Polícia Federal tenta agora localizar Marcelo Netto, ex-assessor de comunicação de Antonio Palocci, que deixou a Fazenda na semana passada após o agravamento da crise deflagrada pela violação do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa. A PF quer tomar o depoimento de Netto no inquérito que apura a quebra do sigilo bancário do caseiro. A assessoria da PF informou que já procurou Netto em dois endereços, mas ainda não conseguiu localizá-lo para entregar a intimação. Neto é suspeito de entregar o extrato do caseiro para a revista Época, que divulgou os dados da movimentação financeira de Francenildo. O assessor não é visto desde o afastamento do ministro. Na sexta-feira passada, um motorista disse que viu o carro do ex-assessor na casa de Palocci. Os federais estiveram no local, mas não encontraram Netto. A PF espera que ele se apresente nos próximos dias. Netto estaria na casa de Palocci no dia em que ele recebeu o extrato do caseiro das mãos do ex-presidente da Caixa Econômica Federal Jorge Mattoso.