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Passageiros s�o mortos em assalto

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Campinas-SP ? Na mesma noite em que ocorria uma megablitz das polícias Civil e Militar em Campinas (95 km de São Paulo), com 800 homens nas ruas, três pessoas foram assassinadas, uma ferida e outras 12 mantidas reféns dentro de um ônibus urbano. As três ? um estudante, uma empregada doméstica e um jardineiro ? morreram porque, de acordo com a polícia, estavam sem dinheiro. O crime, na noite de quarta feira, chocou a população e provocou o protesto das empresas de ônibus de Campinas. Em nota oficial, a Associação das Empresas do Transporte Coletivo Urbano de Campinas (Transurc) e a empresa à qual pertence o ônibus assaltado, a Bortolloto, prometeram reivindicar mais segurança ao governo estadual. A polícia apenas lamentou as mortes. ?Fizemos um bom trabalho, a noite foi relativamente tranqüila, mas, infelizmente, uma tragédia dessa veio macular a blitz da polícia?, disse o tenente-coronel Osmar Sabbatini, comandante do 8º Batalhão da PM de Campinas. O crime ocorreu no ônibus da linha 1.04, que faz o trajeto Centro-Nova Sousas. Os passageiros foram mortos a 300 metros da Avenida Mackenzie, onde o prefeito Antonio da Costa Santos (PT) foi assassinado a tiros, na noite de 10 de setembro de 2001. Os passageiros mortos foram o estudante Felipe Lantucci Oliveira, 17, a doméstica Alda Nascimento Santos, 40, e o jardineiro Naílton Nere dos Santos, 40. M.A.S.P. foi baleado na perna, mas já foi medicado e liberado. ?O que aconteceu naquele ônibus foi uma chacina. Campinas hoje é uma cidade maldita?, disse, revoltado, o tio do estudante, Antônio Lantucci, 67, hoje, durante o velório do sobrinho.

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