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PT � envolvido com s�cios ligados a ex-diretor do BB

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Brasília ? A prestação de contas oficial da campanha de Cristovam Buarque ao governo do DF registra duas contribuições da Ricci & Associados Engenharia e Comércio, então sócia de Ricardo Sérgio na corretora RMC S/A: a primeira delas, feita em 1º de outubro de 98, foi de R$ 10 mil; a segunda, no dia 23 do mesmo mês, de outros R$ 10 mil. Na mesma prestação, aparece ainda uma doação de R$ 5.000,00 feita por uma RMC S/A. Cristovam arrecadou R$ 751,8 mil no total e não se reelegeu. ?Ah, tá brincando??, reagiu o petista, ao ser questionado sobre as contribuições. ?Eu não sabia, não. Mas se está aí, é verdade?. Cristovam diz que não conhece Ricardo Sérgio nem os dirigentes das empresas das quais o ex-diretor do Banco do Brasil era sócio. ?Como o Serra declarou que votava em mim, vai ver que foi por aí?, afirma ele. Confirmação Em 98, Serra, então ministro da Saúde, declarou voto no petista e participou de comícios dele. Ricardo Sérgio era considerado pessoa muito ligada aos tucanos. ?Eu não vejo nenhum constrangimento nisso. Na época, não tinha razão nenhuma para recusar (a contribuição)?, diz Cristovam. A Folha procurou a RMC e a Ricci. Num primeiro momento, o dono da Ricci, José Stephanes Ferreira Gringo, negou a doação. Ao ser informado de que o CGC da empresa (62870183000153) era o mesmo registrado na prestação de contas do PT, ele voltou atrás. Por meio de uma secretária, admitiu a contribuição. Registro ?Como o doutor Cristovam, na época, poderia chegar até a Presidência da República, era válido contribuir?, afirmou a secretária, que se identificou como Tânia. A RMC afirmou, por meio do assessor Sergio Tamer, que tem em arquivos o registro de uma contribuição de R$ 5.000 feita na campanha de 98. ?Temos o registro de uma doação eleitoral nesse valor que coincide também com a época. Pode dizer que é da RMC, não tem problema?, disse Tamer. Até 2001, Ricardo Sérgio tinha um terço da RMC; a Ricci, outro terço. O restante das ações pertencia a Henrique Freihofer Molinari e Francisco Leite, os atuais donos. A Folha procurou Ricardo Sérgio. Segundo sua assessoria, não seria possível encontrá-lo, pois ele estava no Rio de Janeiro.

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