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Pol�ticos “queimam filme” na televis�o

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| Silvana Arantes Folhapress A propaganda eleitoral é um filme que não deu certo. Boa parte do público saiu da sala. Dos que ficaram, poucos se deixaram seduzir pela trama. É o que revelam dados do Instituto Datafolha e do Ibope. Apenas 6% dos eleitores mudaram de idéia em relação ao voto depois de assistir à propaganda eleitoral na TV. A audiência da ?sessão? vespertina caiu 33% na Grande São Paulo, nas duas primeiras semanas de exibição. A reportagem ouviu cineastas, roteiristas, distribuidores e um autor de trilha sonora, para saber o que há de errado com um produto audiovisual que a TV exibe de graça, em horário nobre, com fracasso de público e de crítica. ### Para distribuidor, Lula é um blockbuster Na categoria ?trilha sonora?, ou melhor, jingles, a propaganda eleitoral tende a ser ?simples e óbvia, conservadora e retrógrada?, na avaliação do músico Dado Villa-Lobos, premiado com o Kikito no Festival de Gramado, pela trilha do documentário Pro Dia Nascer Feliz, de João Jardim. Um exemplo do conservadorismo, segundo Villa-Lobos, é o fato de as campanhas utilizarem o ritmo do forró como se ele fosse a síntese do Brasil. ?Isso é tratar o eleitor como débil mental?, diz o músico, que anulará o voto para presidente. ///

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