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Puni��o para fazendeiros que escravizam

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Lisandra Paraguassú Agência Estado Brasília, DF - A Organização Internacional do Trabalho (OIT) reconhece os esforços do Brasil para tentar evitar os casos de escravidão moderna. Mas aponta entraves sérios para que a política contra o abuso de trabalhadores seja totalmente eficaz. O maior deles é a dificuldade de condenar fazendeiros encontrados escravizando seus trabalhadores. Até hoje não foi definido se cabe à Justiça Federal ou às justiças estaduais o julgamento de fazendeiros que empregam mão-de-obra escrava. ### Estado do Pará é campeão em denúncias Em dez anos, quase 18 mil pessoas foram libertadas em situações de escravidão no País. As denúncias de casos semelhantes alcançam 34,5 mil casos e a estimativa feita pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) é que o número de escravos no Brasil que se diz moderno pode alcançar 25 mil. Mais de um século depois da abolição formal da escravatura, os métodos de escravidão por dívida ainda são cultivados no País e associados a outras mazelas do campo como o desmatamento e a violência. ### 80% da escravidão está na pecuária A OIT cruzou os dados do trabalho escravo com os de desmatamento. Entre os dez primeiros na lista de trabalhadores libertados, apenas duas cidades baianas não estão também na lista das que tiveram mais desmatamento. Os dados da OIT e do Ministério do Trabalho mostram que 80% dos trabalhadores encontrados em situação de escravidão trabalham na pecuária. Na maioria absoluta dos casos, são chamados para desmatar áreas e limpá-las depois da queda das árvores para que possam servir de pasto. Depois da pecuária, aparecem as plantações de soja e algodão, com 10%. ///

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