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Justi�a absolve 124 PMs do massacre de Caraj�s
Belém ? Por decisão unânime, os 124 policiais militares acusados de participar do massacre em Eldorado dos Carajás, quando morreram 19 sem-terra, no dia 17 de abril de 1996, foram absolvidos. Os sete jurados reconheceram a tese da defesa, de que os PMs se defenderam de um ataque. Três policiais militares que não participaram do julgamento serão submetidos ao Conselho de Sentença no próximo dia 20 de junho. São eles Jailton Ferreira da Silva, Genedir Chagas Feitosa e Lindon Jonhson Honorato Lima. Por estar foragido, Lindon Jonhson teve a prisão preventiva decretada pelo juiz Roberto Moura. As duas principais testemunhas de acusação no caso faltaram terça-feira ao julgamento dizendo estar sendo ameaçadas. Depoimento dado antes pelo cinegrafista Osvaldo Araújo e pelo motorista Valderes Tavares da Silva foi lido aos juízes. Os 127 soldados e cabos foram acusados pela promotoria de co-autoria nas mortes dos sem-terra. Diante do juiz, todos declararam ter atirado para o alto durante o confronto. Os policiais foram ouvidos individualmente. Cada um deles depôs, em média, durante cinco minutos. A assistência da acusação do caso Eldorado do Carajás abandonou o julgamento dos policiais militares, acusando o Ministério Público e os advogados de defesa de fazer um acordo para absolvição dos réus. O ?racha? entre a acusação dos policiais dificultou as chances de condenação dos PMs. A assistência queria o desmembramento da sessão, mas teve seu pedido negado. O Ministério Público negou o acordo para absolver os policiais.