Nacional
Assembl�ia pode abrir outra CPI para investigar PT de Ol�vio Dutra
Porto Alegre ? As denúncias da agente de viagens Maria Ângela Fachini contra o diretor do Clube de Seguros da Cidadania, Diógenes de Oliveira, e o PT, podem resultar na abertura de outra Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul. Na próxima terça-feira, os deputados das comissões de Constituição e Justiça e de Fiscalização e Controle terão uma reunião conjunta para discutir o assunto. Eles vão decidir como investigar o tráfico de influência de Diógenes dentro do governo gaúcho e as relações da empresa dele ? a Pangea Viagens e Turismo ? e do Clube de Seguros da Cidadania com o PT. Na última terça-feira, Maria Ângela declarou ao promotor Darwin Ferraz Reis ter falsificado uma declaração de empréstimo para o Clube quando Diógenes tentava explicar à CPI da Segurança Pública a origem do dinheiro que usou para comprar o prédio cedido em regime de comodato ao diretório estadual do PT. Também revelou que sua empresa, a ASM Turismo e Viagens, foi usada para uma concorrência que teria tido ?cartas marcadas? e disse que a Pangea serviu para justificar doações ao PT de empresas que não queriam aparecer. Dizendo-se ameaçada por Diógenes, a agente de viagens foi colocada sob proteção da Polícia Federal. O relator da CPI da Segurança Pública, Carlos Eduardo Vieira da Cunha, afirmou que, além de uma nova CPI, os deputados também discutem, como alternativa, incluir a investigação das denúncias de Maria Ângela no processo de impeachment do governador Olívio Dutra, que tramita na Assembléia, ou colocá-la sob a responsabilidade de uma subcomissão mista, que seria criada para tratar do caso. ?O novo depoimento dela não me surpreendeu?, comentou Vieira da Cunha.