Nacional
SP: blitz contra pirataria termina em saques e tiros
São Paulo ? A megablitz da Prefeitura de São Paulo para combater a venda de produtos contrabandeados no centro acabou em confronto, saques e tiros. Houve correria de ambulantes, depredação (lojistas das regiões das ruas 25 de Março, Santa Ifigênia e ladeira Porto Geral fecharam as portas), e um rapaz de 16 anos (ainda não identificado) foi baleado. No Porto Geral, o segurança de uma loja disparou para o alto, causando mais correria e pânico. A operação ? uma força-tarefa contra a pirataria ? começou durante a madrugada com a Guarda Civil Municipal e fiscais da prefeitura. Ambulantes sem licença para trabalhar foram retirados das ruas e suas mercadorias, apreendidas. As mercadorias apreendidas hoje estão avaliadas em cerca de R$ 1 milhão. A 25 de Março chegou a ser interditada. O trânsito ainda está prejudicado em todo corredor norte-sul ? especialmente no sentido centro. O motorista deve evitar a área. Desvios podem ser feitos pelas marginais ou pelos bairros. Duas operações ocorreram na região. Uma delas foi comandada pela GCM (Guarda Civil Metropolitana) para retirar camelôs irregulares. A outra, da força-tarefa criada pela prefeitura, fez uma busca em depósitos de produtos ilegais. Um depósito com material de contrabando e uma rede de escuta telefônica com telefone, fax e uma lista com nome de empresas de transporte foi encontrado na Rua Carlos de Souza Albuquerque, 242. A força-tarefa acredita que a escuta servia para localizar a carga e depois roubá-la.