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D�lar tem alta de 2,32% e Bolsa de Valores cai 5,08%

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São Paulo ? O rebaixamento do rating brasileiro de perspectiva ?estável? para ?negativo?, feito ontem pela agência de classificação de risco Moody?s, aumentou o mau humor dos mercados. O dólar comercial fechou em alta de 2,32%, cotado a R$ 2,765 na compra e a R$ 2,770 na venda. A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) fechou em baixa de 5,08% e o risco-País brasileiro disparou 15,2%. Esse patamar não era atingido desde o fim de janeiro de 1999, quando o País sofria as conseqüências da declaração de moratória pelo Equador. ?O BC bateu (interveio) no mercado, mas o dólar já está voltando (a acentuar a alta). Antes da atuação, eles pediram spread (cotações) para uns 10 bancos, coisa que não vinham fazendo. Era só para cinco (que vinham pedindo)?, relatou o operador de um banco de grande porte. Outro operador acrescentou que, com o atual cenário, a venda de dólares pela autoridade monetária é inócua. ?Enquanto ele coloca 10 milhões (de dólares), os grandões tomam 30 (milhões) e o dólar volta a subir?, comentou o profissional. O Ibovespa (índice que reúne as 57 ações mais negociadas na Bolsa paulista) caiu para 10.908 pontos, com giro financeiro de R$ 596,292 milhões. O mercado americano também teve um dia de perdas, contribuindo para a queda da Bolsa paulista. Nasdaq, que concentra ações de alta tecnologia, caiu 2,14%. Dow Jones, da Bolsa de NY, perdeu 1,36%. A situação não é tensa apenas no Brasil. Ontem, o Uruguai anunciou o fim das bandas cambiais e a decisão de deixar o câmbio flutuar livremente - o peso uruguaio sofreu desvalorização, ontem, de 12,7%. Na Argentina, embora o risco-País tenha recuado um pouco, para 6.067 ? queda de 0,9% ? o dólar subiu hoje 1,4%, cotado a 3,70 pesos. No Equador, o risco-País subiu 8,4% (1.427), no México 5,4% (329), no Peru 8,8% (620) e na Venezuela, 7,5% (1.138). Risco-Brasil é o 2º pior do mundo A taxa de risco do Brasil voltou a disparar ontem e estava às 17h em 1.580 pontos básicos, alta de 14,3% sobre o nível do fechamento de ontem, que foi o maior em dois anos e meio. Com isso, o risco-Brasil passou o da Nigéria e se tornou o segundo pior do mundo. Só a Argentina está em situação pior que a do Brasil. O nível do risco-Brasil hoje já é maior ao nível do risco da Argentina no dia 11 de setembro do ano passado, dia em que os Estados Unidos foram atingidos por ataques terroristas que deixaram milhares de mortos em Nova Iorque e Washington. Naquele dia, o risco-Argentina fechou em 1.478 pontos. O risco-país da Argentina, à época mergulhada em crise econômica que se aprofundou mais tarde, já vinha em escalada e continuou subindo sem parar nos meses seguintes, até passar dos 6.000 pontos, nível em que está atualmente. A taxa de risco é medida pelo EMBI+ (Emerging Markets Bond Index), índice do banco J.P.Morgan apurado com base nos preços dos títulos de dívida dos países emergentes. O risco-país é o principal termômetro para medir a desconfiança dos investidores estrangeiros em relação a um país. Com o risco-Brasil a 1.580 pontos, isso significa que so títulos da dívida do Brasil estão pagando 15,80 pontos percentuais acima dos títulos do Tesouro norte-americano. Veja abaixo o ranking dos dez países com pior taxa de risco (em pontos básicos, de acordo com o EMBI+): 1 ? Argentina: 6.060, 2 ? Brasil: 1.580, 3 ? Nigéria: 1.578, 4 ? Equador: 1.431, 5 ? Venezuela: 1.125, 6 ? Turquia: 848, 7 ? Ucrânia, 832, 8 ? Colômbia: 619, 9 ? Peru: 602 , 10 ? Rússia: 562

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