Nacional
Caseiro do s�tio de FHC � morto a tiros em Ibi�na
São Paulo ? No dia em que colocou a questão da segurança pública como tema ?número um da agenda nacional? e pediu a união de todos contra a criminalidade, o presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) perdeu o caseiro de seu sítio, assassinado com dois tiros no interior de São Paulo. Joaquim Antonio da Silva, 57, que trabalhava para FHC havia mais de 20 anos, foi morto ontem à noite na casa onde vivia, em Ibiúna (64 km de São Paulo), a menos de 100 metros da casa onde o presidente e a sua família costumam se refugiar em certos feriados. O corpo do caseiro foi encontrado caído no chão da cozinha, às 23h50, pelo filho dele, Marcos Antonio da Silva, 29. Havia sinais de luta, disse a polícia. Ao menos dois tiros de revólver atingiram o peito da vítima. Em uma de suas mãos, policiais encontraram um pedaço de pano que pode ser da roupa do autor dos disparos. ?Estranhei que o portão da frente estava aberto, a porta encostada e o som muito alto. Ele estava morto, e duas cadeiras estavam caídas no chão?, disse Marcos. Ao redor da propriedade do presidente existem vários outros sítios. Silva trabalhava para FHC, e seu filho Marcos para um amigo do presidente, no sítio vizinho. Até ontem à noite a polícia havia ouvido sete pessoas sobre o crime, entre parentes e amigos, mas ninguém estava preso. O delegado Júlio Guebert, da Delegacia Seccional de Sorocaba, que assumiu o caso, disse que investigará a vida particular do caseiro para tentar encontrar pistas. Apesar de registrar o caso como homicídio, a polícia não descarta a hipótese de latrocínio - roubo seguido de morte. Para a polícia, Silva conhecia o agressor e permitiu sua entrada ou foi atacado fora dali, pois as portas não estavam danificadas.