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Design brasileiro no mercado internacional

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Desde que o mundo ficou menor, o espaço para o design brasileiro no exterior ficou maior. Só no IF Awards ? um dos prêmios internacionais mais importantes do ramo, criado em 2001 ? o Brasil está entre os dez países mais premiados, com 98 troféus. Vem daí, portanto, boa parte da recente visibilidade internacional. Quando olha pra cá, o pessoal lá de fora quer (e encontra) mão-de-obra de qualidade, preços competitivos e, por que não?, as vantagens do jeitinho brasileiro ? no bom sentido. Além de criativos, nossos designers costumam ser mais baratos e mais rápidos do que os concorrentes do resto do planeta. ### Mistura cultural e racial é o segredo Faz tempo que as criações de Guto Índio da Costa e sua equipe, com experiência de 20 anos de mercado, vão parar em diferentes lugares do mundo. Primeiro, foram os produtos (caso do ventilador Spirit). Mais recentemente, os serviços de design. Hoje, um em cada dez projetos é encomendado por empresas internacionais. Os países para os quais o escritório mais exporta são França, México e Estados Unidos. ?Há uma grande troca de experiências nesse tipo de trabalho, porque boa parte das empresas estrangeiras está habituada a gerenciar design de uma forma mais sofisticada?, diz Guto Índio da Costa, sem esconder que sua grande alegria é quando um produto feito aqui ganha o mundo. ### Brasileiros exportam serviços e profissionais Com o país mergulhado em uma guerra, os empresários da Sociedade Nacional Angolana, a Sonangol ? estatal petrolífera de Angola ? sabiam que precisavam de muito mais do que uma ajeitadinha na marca para levantar o moral da empresa ? e, conseqüentemente, de toda a pátria. Para isso, eles foram buscar, em países com a mesma língua, empresas que pudessem cuidar dessa retomada. Depois de uma concorrência da qual participaram agências do Brasil e de Portugal, os africanos fecharam negócio com a Crama Design Estratégico, do Rio de Janeiro. Desde 2004, Ricardo Leite é o responsável pela nova identidade visual da empresa angolana, que detém 70% do PIB do país. ### Isenção de impostos facilita exportação Craque em dar personalidade a diferentes e importantes marcas, a designer Ana Couto, da Ana Couto Branding e Design, trabalha com o mercado internacional há quatro anos. Segundo ela, a tendência de procurar parceiros em outros países ? afora as cidades de Londres e Nova York ? demorou um pouco a engrenar aqui no Brasil. Mas, agora, é um caminho sem volta. Nossos designers, acredita Ana, são capazes de competir de igual para igual com os de outros países, já que temos acesso às mesmas ferramentas e informações que o resto do mundo. Ela também lembra a boa relação custo-benefício que os designers brasileiros oferecem. Além disso, ainda segundo Ana, a distância entre criador e criatura, que poderia ser um obstáculo nesse negócio, não interfere em nada no produto final. ///

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