Nacional
Educa��o melhora, mas trabalho infantil aumenta
Brasília, DF ? A região Nordeste surpreendeu nesta semana o próprio governo ao apresentar as melhores taxas de crescimento educacional, mas também os piores indicadores referentes à utilização de trabalho infantil. Essa dicotomia, na opinião de gestores estaduais e federais, indica que o caminho ainda é longo a percorrer para que os indicadores de qualidade de vida para crianças e jovens apresentem melhores resultados nos nove estados que integram a região. O que ocorre no Nordeste é o mais acentuado retrato do que também se verifica no Brasil. Especialistas chegam à conclusão de que o Brasil tem conseguido aumentar a taxa de escolarização das crianças, mas isso não tem provocado como conseqüência a diminuição da exploração infantil. Diversos motivos para a falta de relação entre os dois parâmetros são apontados e há quem defenda o fator cultural como forma de justificar essa prática. ### Bahia tenta reverter dados na região | ANA LUIZA ZENKER - Agência Brasil Brasília, DF ? O governo da Bahia apresentou na semana passada, na sede da Organização Internacional do Trabalho (OIT), em Genebra, na Suíça, o primeiro programa de trabalho decente de nível estadual criado no mundo. A Agenda Bahia de Trabalho Decente foi apresentada pelo governador Jacques Wagner, durante a 97ª Conferência Internacional do Trabalho. Em entrevista, Wagner destacou que ?é importante que os municípios e estados lancem esse tipo de programa, porque as pessoas trabalham no município, no Estado, e essa luta por melhorar cada vez mais as condições do trabalho é a garantia de que a gente possa ter um desenvolvimento com inclusão social?. ### Região lidera na exploração de crianças Brasília, DF ? Em relação à exploração do trabalho infantil, os números apresentados pela região Nordeste são estarrecedores. Dados da OIT revelam que a região lidera o ranking do trabalho infantil no Brasil, tanto em termos percentuais quanto em números absolutos. O Nordeste abriga 45% do total de crianças trabalhando em todo Brasil. A cada 100 crianças nordestinas, 17 trabalham. O estado da Bahia apresenta a situação mais preocupante, pois abriga 10% do total de trabalhadores infantil de todo. Considerando a faixa etária de 5 a 17 anos, 63,6% das crianças ocupadas trabalhando não tiveram treinamento e 7,1% de acidentes que resultaram em machucados. LM ///