Corinthians
Justiça bloqueia R$ 33,4 milhões do Timão após derrota para empresário
Carlos Leite move outras duas ações contra o clube; total do montante cobrado ultrapassa R$ 60 milhões
O Corinthians sofreu nova derrota judicial e foi condenado a pagar R$ 33,4 milhões a Carlos Leite, empresário de Cássio, por dívidas referentes a intermediações em transferências e renovações de contrato.
A sentença, proferida pelo juiz Douglas Lecco Ravacci, da 33º Vara Cívil, foi publicada nessa quarta-feira (9). O total do montante engloba negociações entre as partes ao longo dos últimos anos, como as renovações de Cássio e Fagner, além das contratações de Renato Augusto, Matías Rojas e Gil.
As dívidas com Carlos Leite, por sua vez, foram acumuladas durante as gestões de Duílio Monteiro Alves e Andrés Sanchez, ambos da chapa Renovação e Transparência. Vale lembrar que esta sentença não é definitiva e cabe recurso ao Corinthians.
No fim da gestão Duílio Monteiro Alves, o Corinthians renegociou a dívida com o empresário, mas o acordo não foi seguido por Augusto Melo, atual mandatário. Assim, Carlos Leite acionou o clube na justiça através da RC Consultoria & Assessoria Esportiva, empresa da qual é proprietário.
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Além da atual cobrança de R$ 33,4 milhões, Leite move outras duas ações contra o Corinthians. O montante total cobrado pelo empresário ultrapassa R$ 60 milhões.
O Corinthians tem como praxe não comentar processos em andamento e até o fechamento desta matéria não havia se pronunciado oficialmente a respeito do processo.
AS NEGOCIAÇÕES
O valor devido a Carlos Leite engloba diversas negociações intermediadas pelo agente ao longo dos últimos anos. São elas: renovações de Cássio, em janeiro de 2018, janeiro de 2019 e janeiro de 2022; renovações de Fagner, em janeiro de 2018 e em janeiro de 2019; intermediação da renovação de Fagner, em janeiro de 2022; contratação de Camacho, em janeiro de 2018 e renovação do contrato do meio-campista em janeiro de 2020; contratação de Mateus Vital, em janeiro de 2018 e renovação do meia em janeiro de 2020; contratação de Jonathas, em fevereiro de 2018; contratação de Matheus Matias, em julho de 2018; contratação de Gil, em julho de 2019 e novo contrato o zagueiro em janeiro de 2020; contratação de Renato Augusto, em julho de 2021.
CBF E EDNALDO RODRIGUES
O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) adiou, no início da noite dessa quarta-feira, o desfecho do caso envolvendo o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, no comando da entidade máxima do futebol brasileiro.
Após o voto do relator do caso, ministro Gilmar Mendes, o ministro Flávio Dino pediu vista do processo, ou seja, mais tempo para que o processo seja analisado, suspendendo provisoriamente o julgamento.
O único voto lido na sessão desta quarta-feira foi do ministro Gilmar Mendes. Ele repetiu os argumentos usados na liminar de janeiro para manter Ednaldo Rodrigues no cargo.
Gilmar Mendes também votou no sentido de que o mérito da causa fosse julgado, não somente o referendo da liminar que reconduziu Ednaldo Rodrigues ao comando da CBF.
O mais importante foi a postura da Fifa e da Conmebol, que não reconheceram a destituição de Ednaldo Rodrigues e ameaçaram excluir times e seleções brasileiras de competições internacionais.
Ednaldo Rodrigues não acompanhou o julgamento no STF. O dirigente está com a Seleção Brasileira, que nessa quarta-feira treinou em São Paulo e então embarcou rumo a Santiago, onde enfrenta o Chile, nesta quinta-feira (10), pelas Eliminatórias.
O mandato de Ednaldo Rodrigues, que começou em março de 2022, vai até março de 2026. Ele pode concorrer à reeleição.