Habeas corpus
STF encerra julgamento e mantém Robinho preso
Votação chegou ao fim em sessão realizada na madrugada dessa quarta-feira (27)
A votação que julgou o pedido de habeas corpus de Robinho, no Supremo Tribunal Federal (STF), chegou ao fim na madrugada dessa quarta-feira (27). A sessão contou com o voto de 11 ministros que, por nove votos a favor e apenas dois contra, optaram pela permanência da prisão do ex-jogador.
Robinho cumpre pena desde março deste ano, na Penitenciária II de Tremembé, no interior de São Paulo, após ser condenado pelo estupro de uma mulher na Itália. Na ocasião, a Justiça brasileira aceitou homologar a pena definida pela Justiça italiana contra o atacante – o crime aconteceu em 2013.
No julgamento do pedido de habeas corpos, apenas os ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli se posicionaram a favor da liberação do ex-jogador. Contudo, o voto deles não foi o suficiente para mudar o resultado, que pela maioria definiu a manutenção da prisão.
O julgamento já havia formado maioria na última sexta-feira, quando os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça votaram pela manutenção da prisão. Portanto, a decisão já havia sido tomada.
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O relator Luiz Fux, a ministra Cármen Lúcia e os ministros Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Nunes Marques também votaram a favor da manutenção da prisão de Robinho.
A defesa do ex-jogador questiona a legalidade da prisão no Brasil. Ele cumpre pena por julgamento que aconteceu na Itália. Os representantes do ex-atleta entendem que Robinho deveria responder em liberdade até se encerrarem os recursos para recorrer à decisão judicial.
RELEMBRE A CONDENAÇÃO
A Justiça italiana condenou o ex-jogador por estupro de uma mulher albanesa. O caso aconteceu em uma boate, em Milão, e foi confirmado pelos policiais que colocaram escutas no carro do ex-jogador, que estava no Milan.
Outros cinco amigos do atleta (Fabio Cassis Galan, Clayton Florêncio dos Santos, Alexsandro da Silva, Rudney Gomes e Ricardo Falco) teriam participado do crime. Até o momento, apenas um deles, Roberto Falco, foi condenado. Os outros quatro homens deixaram a Itália durante as investigações e não foram processados.ainda não foram julgados.
Quando a sentença saiu na Itália, Robinho já se encontrava no Brasil. Assim, o Ministério da Justiça da Itália pediu que ele fosse extraditado de volta para a Europa. Como o Brasil não adota determinada postura com seus cidadãos, foi estabelecido que o atleta cumpriria a pena de nove anos de detenção em território brasileiro.
EVENTO DA CBF
Na última terça-feira (26), o hotel Tivoli Mofarrej, em São Paulo, sediou o evento promovido pela CBF Academy, unidade educacional da CBF. A primeira edição do Summit reuniu profissionais, gestores e importantes personalidades do futebol nacional e internacional, além de oferecer debates centrados em estratégias e inovações para aprimorar a gestão do futebol no presente e no futuro.
O evento atraiu cerca de 1.200 inscritos e o sucesso foi tão grande que a segunda edição, maior e mais completa, já está confirmada para o dia 26 de novembro de 2025, novamente em São Paulo.
Também abordou temas fundamentais para o mundo do esporte, como o impacto das SAFs, sustentabilidade financeira, o futuro das apostas esportivas e o combate à manipulação de resultados. Além disso, o Summit promoveu discussões sobre as ligas nacionais, direitos de transmissão, planejamento e gestão de clubes e estratégias de marca e valor.
Na abertura, o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ednaldo Rodrigues, destacou a importância do evento no cenário do futebol. "Eventos como esse são fundamentais para fortalecer o diálogo, a troca de ideias e construir um ambiente mais colaborativo no futebol. Vivemos demandas por maior profissionalismo no esporte e isso exige acompanhar as mudanças e liderá-las", ressaltou.
Além do presidente da Confederação, o evento reuniu grandes nomes, como os técnicos da Seleção Brasileira masculina e feminina, Dorival Júnior e Arthur Elias, respectivamente, o ministro do Esporte, André Fufuca e o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, entre outros.