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Brasil precisa de 20 volunt�rios para testar vacinas contra Aids
Rio ? O Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da UFRJ, precisa de vinte voluntários para concluir testes com duas das mais promissoras vacinas contra a Aids em desenvolvimento no mundo. As substâncias, que não contêm o vírus HIV, têm de ser testadas em 40 pessoas soronegativas de 18 a 60 anos e já foi usada nos Estados Unidos, na França, no Haiti e em Trinidad Tobago. O objetivo do estudo é provar que as vacinas são seguras para os seres humanos. Para a psicóloga Regina Ferro do Lago, coordenadora do projeto que avalia as vacinas anti-HIV, a população tem medo de participar do estudo porque acredita que pode, assim, se infectar. ?Não há risco. A gente não usa nem o vírus vivo nem atenuado, e sim produtos que imitam a ação do vírus para que o organismo reaja como se fosse ele?, explicou Regina. Os pesquisadores pretendem percorrer locais de grande circulação, como campus universitários, para conseguir mais voluntários. Desde de novembro de 2001, somente 20 pessoas se ofereceram para receber a vacina no Rio. Nenhuma apresentou efeitos colaterais. As substâncias testadas são ALVAC-HIV Vcp1452 e MN rgp 120. A primeira é produzida pelos franceses e, a segunda, pelos americanos. Essa é a primeira vez que é feito no Brasil um estudo de fase 2 ? para examinar se o organismo produz as respostas imunológicas que daria caso estivesse diante do HIV através do monitoramento das células T e dos anticorpos. Na primeira fase, foram feitos estudos laboratoriais e em animais. Num terceiro momento, quando serão necessários milhares de voluntários, os pesquisadores vão verificar se os produtos são capazes de prevenir a infecção pelo vírus da Aids.