Nacional
Dantas � condenado a 10 anos de pris�o
São Paulo, SP ? O banqueiro Daniel Dantas, dono do Grupo Opportunity, foi condenado a dez anos de prisão em regime fechado e ao pagamento de R$ 13,42 milhões a título de ?multa e reparação? por corrupção ativa pela tentativa de subornar uma autoridade policial para que seu nome fosse excluído de uma investigação criminal. Pela sentença dada ontem pelo juiz Fausto Martin De Sanctis, da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, Dantas poderá recorrer em liberdade. Eventual prisão e a perda definitiva do valor só ocorrerão após o trânsito em julgado do processo, ou seja, depois que as cortes superiores (Tribunal Regional Federal, Superior Tribunal de Justiça e Supremo Tribunal Federal, nesta ordem) confirmarem a sentença. Não há prazo para essa conclusão. Em carta, o advogado de Dantas, Nélio Machado, afirmou que a sentença é ?absolutamente nula?: ?Não houve o crime atribuído ao meu constituinte, sua defesa foi cerceada, as provas são fraudadas e o magistrado impediu a perícia indispensável à demonstração da improcedência da acusação?, informou a defesa. ### Defesa recorre e vê sentença do juiz De Sanctis ?delirante? | ANA FLOR - Folhapress São Paulo, SP ? A defesa de Daniel Dantas apresentou ontem mesmo recurso contra a condenação e afirmou que a sentença do juiz Fausto De Sanctis é ?delirante?. Nélio Machado, advogado de Dantas, disse que o recurso tem como objetivo demonstrar a nulidade da sentença e a inconsistência da acusação. ?A sentença é delirante. O juiz aplaudiu a si próprio. A pena é despropositada. Nem estupradores têm uma pena tão grande?. Para Machado, ?o juiz é suspeito e a sentença ratifica a suspeição dele?. ### Juiz vê ?personalidade desajustada? em Dantas | FOLHAPRESS São Paulo, SP ? O banqueiro Daniel Dantas tem uma personalidade desajustada. Cultiva uma individualidade ímpar e irracional. É egocêntrico. Despreza as instituições públicas e lança mão do terrorismo midiático para alcançar seus objetivos. Em resumo, essa é a descrição feita pelo juiz federal Fausto Martin De Sanctis na sentença proferida ontem, em que condenou o banqueiro a dez anos de prisão e ao pagamento de multa (R$ 1,4 milhão) e de reparação por danos à sociedade (R$ 12 milhões) por ter tentado subornar um policial para ser excluído de um inquérito. O magistrado traça o perfil do banqueiro para explicar que a personalidade do réu agravou a sentença dele. ?Existem outras circunstâncias judiciais que lhe são desfavoráveis, a saber: a culpabilidade, circunstâncias e conseqüências do crime, conduta social e personalidade?. /// Daniel Dantas: pela sentença, pode recorrer em liberdade. Foto: Agência Brasil