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Menina contrai HIV em transfus�o
O Hemocentro de Ribeirão Preto (314 km de São Paulo) confirmou, ontem, que uma menina de dez anos contraiu o vírus HIV após ter passado por uma transfusão de sangue doado à entidade. O Hemocentro é uma fundação do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP).Vítima de paralisia cerebral, I.C.N.S. passou por uma cirurgia para a retirada de parte do intestino na Unidade de Emergência do HC no início de 2001. Como ela teve hemorragia, precisou fazer transfusão de sangue, que foi fornecido pelo Hemocentro. Em outubro passado, no entanto, a fundação levantou a possibilidade de o sangue de um de seus doadores estar infectado com o vírus HIV. Essa confirmação só ocorreu dois meses depois. De acordo com a coordenadora do Hemocentro, Eugênia Maria Amorim Ubiali, essa demora ocorreu devido ao número excessivo de doações ? cerca de 10 mil por mês. O doador infectado fez 11 doações à fundação desde 1996. O sangue da décima doação ? feita em outubro de 2001 ? foi passado para I.C.N.S. e para outro paciente, que morreu, segundo a fundação, devido a problemas na medula óssea. O diretor do Hemocentro, Dimas Tadeu Covas, afirmou garantir que essa morte nada teve a ver com a transfusão. Covas afirmou que as nove primeiras doações dessa pessoa infectada ? realizadas antes de agosto de 2000 ? não tinham o vírus HIV. Segundo ele, exames foram feitos no sangue do doador e nada foi constatado na época. ?Consideramos que o risco para os receptores anteriores (ao caso de I.C.N.S.) terem HIV é zero?, afirmou Eugênia. Só em março deste ano, segundo a fundação, é que a família de I.C.N.S. foi localizada. I.S.N., 26, mãe da garota, afirmou que, quando foi procurada pelo Hemocentro, os médicos não lhe disseram ao certo que doença sua filha tinha. ?Falaram que podia ser hepatite B, HIV ou doença de Chagas?, disse.