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Brasileiros acham f�ssil de 110 milh�es de anos
Cientistas brasileiros encontraram no Ceará os restos de um dos animais mais estranhos já descobertos: um grande réptil voador, contemporâneo dos dinossauros, que pescava com um bico semelhante a uma tesoura e tinha a cabeça coroada por uma enorme crista óssea. Alexander Kellner e Diógenes de Almeida Campos descreveram, ontem, essa espécie até agora desconhecida dos pterossáurios (répteis com asas que eram da família dos dinossauros). A descoberta foi publicada na revista ?Science?. A descoberta é importante não apenas pela curiosidade da crista saindo do crânio, mas também por oferecer informações sobre como os pterossáurios caçavam, segundo os pesquisadores. O fóssil foi batizado de ?Thalassodromeus sethi? (o primeiro nome significa ?corredor marinho? e o segundo é uma referência a Seth, o deus egípcio do mal e do caos). Kellner, que trabalha no Museu Nacional no Rio de Janeiro, explicou que o Thalassodromeus viveu há 110 milhões de anos e tinha uma cabeça de 1,4 metro, por causa da crista. O corpo media 1,8 metro e as asas tinham envergadura de 4,5 metros. ?Se você não tivesse os fósseis, não daria para acreditar que esse animal já existiu? afirmou ele, em entrevista por telefone. ?Dá para imaginar esse animal passando rasante sobre a água, em sua direção?? Os cientistas imaginam que o Thalassodromeus voava sobre lagoas em busca de comida. A mandíbula inferior abria-se, ficando um pouco abaixo da água, para devorar qualquer peixe ou crustáceo que estivesse por lá.