Nacional
Candidatos de oposi��o descartam acordo com FMI
Os três principais candidatos de oposição descartaram, ontem, a possibilidade de assinar um acordo de transição com o FMI (Fundo Monetário Internacional), fixando metas econômicas para serem cumpridas pelo próximo presidente da República. Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Ciro Gomes (PPS) e Anthony Garotinho (PSB) declararam nesta sexta-feira que não pretendem participar de uma negociação com o FMI antes das eleições. Segundo eles, esta obrigação é do governo. ?Não dá para fazer política na base da suposição. Não tem que me chamar, não tem que chamar Ciro, não tem que chamar Garotinho, não tem que chamar Zé Maria, não tem que chamar Serra, não tem que chamar o Pimenta. O FMI tem de sentar com o governo brasileiro, que é o governo. Se a moda pega, por que governo, então??, disse Lula, em São Bernardo do Campo. Lula afirmou que falar sobre um possível acordo seria antecipar a saída do atual presidente. ?Até o dia 31 de dezembro de 2002, à meia noite, o que tiver de assinar ou não assinar é da responsabilidade do Fernando Henrique Cardoso. Nós não ganhamos nada. Somente depois de ganhar é que estaremos propensos a discutir o nosso governo?. Ciro Gomes, que passou a sexta-feira no Amazonas, também se disse contrário ao acordo. ?Não vou falar sobre teses. Estou disposto a ajudar, mas dentro dos meus limites?. Ele ressaltou que não irá apoiar nenhum acordo que mantenha no futuro práticas econômicas com as quais ele não concorda. Anthony Garotinho, que esteve na Baixada Fluminense, fez coro a seus adversários e disse que só irá conversar com representantes do FMI caso seja eleito em outubro. ?Antes disso, não aceito examinar nada, porque isso seria precipitar o processo?, afirmou o candidato.