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Presos pedem pizzas e drogas pelo telefone

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Ribeirão Preto ? A partir de 50 horas de gravações de conversas telefônicas de presos da Cadeia Pública de Vila Branca, em Ribeirão Preto (314 km de São Paulo), a Polícia Civil descobriu que os detentos solicitavam e recebiam drogas e pizzas na unidade. A unidade, com capacidade para 198 detentos, abrigava ontem 250 presos. O caso está sendo apurado pela Corregedoria da Polícia Civil da região de Ribeirão Preto, que pode pedir a abertura de uma sindicância e de um inquérito. De acordo com a legislação, os detentos não podem permanecer nas celas com telefones celulares. Conforme o diretor-adjunto da cadeia, Marcelo Velludo Garcia de Lima, são realizadas revistas diariamente no local. A última apreensão de celulares ocorreu há dois meses ? três foram achados. A cadeia é a mesma onde foram encontrados dois barris de chope dentro das celas. O chope foi consumido pelos detentos em um churrasco no início deste ano. Na ocasião, dois carcereiros apontados como envolvidos no caso foram afastados da unidade. Atualmente, eles estão trabalhando em uma cadeia de São Carlos. Em uma das conversas gravadas, um preso pergunta a um suposto atendente de um restaurante o valor a ser pago pela pizza. Ao saber que o total são R$ 38, o preso responde: ?Está bem, então. Aí você pede para ele entregar lá na mão do carcereiro, que [...] fala que é para o x1?. No caso, o x1 se refere à cela número 1. Segundo uma carcereira que trabalha em Vila Branca, que pediu para não ter seu nome divulgado, a entrada de pizzas, lanches e outros objetos é corriqueira na unidade. ?Os presos também têm fome. Eles pedem lanches, pizza, pilhas para o radinho. Eles passam um bilhete do pedido para o carcereiro e ele providencia?. As negociações de compra e venda de drogas e os pedidos de pizzas e lanches foram interceptados pela Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Franca durante uma investigação sobre narcotráfico iniciada há dois meses. Foram gravadas 50 horas de ligações telefônicas. ?Tem uma gravação em que o preso fala que tem dois quilos de maconha no pé da cama e outro mandava que adolescentes fossem até a cadeia pegar a droga?, disse Ademar Ribeiro, chefe de investigação da Dise.

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