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Sarney: investiga��o de servidor

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Brasília, DF ? O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), pediu ontem ao Tribunal de Contas da União (TCU) que investigue ?com a urgência devida? a evolução patrimonial do diretor-geral da Casa, Agaciel Maia. Encarregado de gerenciar um orçamento de R$ 2,7 bilhões este ano, Agaciel registrou em nome de seu irmão, o deputado João Maia (PR-RN), uma casa de 960 metros quadrados, onde mora, avaliada em R$ 5 milhões, segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo. O deputado João Maia não declarou o imóvel nem à Receita Federal nem à Justiça Eleitoral. O imóvel com três andares, tem cinco suítes, um salão de jogos, amplo campo de futebol, piscina em forma de taça e um píer para barcos e fica no Lago Sul, num dos pontos mais nobres da cidade. ### Permanência ?mancha? reputação | RENATA GIRALDI - Folhapress Brasília, DF ? O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), e o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) defenderam ontem o afastamento imediato do diretor-geral da Casa, Agaciel Maia, acusado de usar o irmão para esconder da Justiça a propriedade de uma casa avaliada em cerca de R$ 5 milhões. Para os senadores, a manutenção do servidor no cargo afeta negativamente a imagem do Senado. ?[A manutenção de Agaciel] É altamente negativa para o Senado. Ele está crivado de suspeitas. Sou favorável ao afastamento imediato dele do cargo?, disse Jarbas, que recentemente acusou de corrupção ?boa parte? do partido. Para o tucano, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), deve agir o mais rápido possível para afastar Agaciel, pois as acusações as quais ele é envolvido, devem ser respondidas com o servidor fora do cargo. ?Nada vale um Senado moribundo, até um Congresso desmoralizado não vale numa democracia duradoura?, disse. ### ?Cometi um pecado fraternal? | LEONARDO SOUZA - Folhapress Brasília, DF ? O diretor-geral do Senado, Agaciel Maia, disse ontem que cometeu ?um pecado fraternal? ao não ter registrado em seu nome, mas sim no do seu irmão e deputado João Maia (PR-RN), uma casa avaliada em aproximadamente R$ 5 milhões. Em sua defesa, Agaciel apresentou ontem sua declaração do Imposto de Renda de 1997 (ano subsequente à compra do imóvel), da qual consta a casa entre seus bens, e refutou a avaliação de corretores publicada pela Folha, dizendo que o imóvel vale R$ 2,5 milhões. Servidor que controla todas as despesas do Senado, Agaciel Maia voltou atrás em sua declaração de que havia comprado a casa, no Lago Sul, no nome do irmão por estar com os bens indisponíveis na época ? uma admissão de que teria escondido propositalmente da Justiça a compra do imóvel. /// Presidente do Senado, Sarney quer ?urgência devida? no caso. Foto: Agência Senado

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