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Sérgio Nahas é preso em praia da BA com 13 pinos de cocaína

Segundo a polícia, ele estava hospedado em um condomínio de luxo no local

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Empresário Sérgio Nahas foi encontrado na Praia do Forte
Empresário Sérgio Nahas foi encontrado na Praia do Forte | Foto: Divulgação

O empresário Sérgio Nahas, 61, condenado pela morte da esposa, Fernanda Orfali, 23 anos atrás, foi preso na Bahia. A detenção ocorreu no sábado (17), na Praia do Forte, no município de Mata de São João, após ser identificado por câmeras de monitoramento, de acordo com a Polícia Militar do estado.

Segundo a polícia, ele estava hospedado em um condomínio de luxo no local.

Depois do acionamento do Cicom (Centro Integrado de Comunicações), equipes da PM fizeram a prisão, já que ele estava foragido, e o apresentaram na delegacia da cidade. Ainda de acordo com a PM, no momento da prisão, Nahas estava com 13 pinos contendo substância aparentando ser cocaína, três aparelhos celulares e um veículo.

Após passar por audiência de custódia, o empresário foi encaminhado para o sistema prisional.

Em 20 de maio de 2025, atendendo a um pedido do Ministério Público de São Paulo, a segunda turma do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu pelo aumento da pena de prisão do empresário para 8 anos e 2 meses em regime fechado pela morte da mulher, em 14 de setembro de 2002, dentro do apartamento do casal, em Higienópolis, centro de São Paulo.

Em 2018, Nahas havia sido condenado a sete anos de prisão em regime semiaberto pelo TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo). Na ocasião, ele recorreu da sentença ao STF e estava em liberdade aguardando o julgamento, realizado nos últimos dias em sessões virtuais.

À época, a advogada de Nahas, Adriana Machado e Abreu, informou à Folha que iria entrar com os recursos cabíveis "para que uma injusta condenação/prisão não ocorra".

À polícia o empresário contou que, na ocasião, havia brigado com Fernanda. Ela teria então se trancado em um armário com uma arma e dado dois disparos contra a porta.

Assim que o marido arrombou o armário, ela teria se matado. "Mas há testemunhas que afirmam que o barulho do arrombamento ocorreu antes dos tiros. E, segundo o laudo da perícia policial, o tiro que a matou foi dado de uma distância superior a 50 centímetros", disse o promotor Roberto Tardelli, então responsável pelo processo.

O laudo da Polícia Científica também não encontrou vestígios de pólvora nas mãos de Fernanda. A defesa, no entanto, afirmou que a arma só deixava vestígios na roupa.

O promotor denunciou Nahas por homicídio duplamente qualificado. Ele chegou a ficar preso por 37 dias por porte ilegal de arma, mas foi solto por decisão judicial.

No inquérito, a polícia aponta que o motivo do crime seria que a mulher havia descoberto um caso do empresário e que ele também usaria drogas. Quando morreu, as malas dela estavam prontas e ela procurava emprego.

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