Nacional
Pe�a tirada do mar n�o era do Airbus
Fernando Noronha, PE ? Quatro dias depois de iniciadas as buscas aos destroços do Airbus da Air France, desaparecido desde domingo a cerca de 1.200km da costa brasileira com 228 pessoas a bordo, a Aeronáutica e a Marinha descartaram que o primeiro objeto recolhido nas águas ontem pertença à aeronave. Uma base de madeira para acomodação de cargas, de 2,5 metros quadrados, conhecida como pallet, foi localizada a 550km do arquipélago de Fernando de Noronha por um avião R-99, equipado com sensores de varredura eletrônica. Segundo a Aeronáutica, no entanto, não há possibilidade de o objeto pertencer ao Airbus, cujo pallet é metálico. Duas bóias também foram encontradas, mas não foi possível recolhê-las. Elas acabaram se desprendendo no momento do resgate, feito por um helicóptero da fragata Constituição, da Marinha. Fotografias foram tiradas, mas a Aeronáutica diz que não é possível dizer se elas são do avião. Uma mancha de óleo avistada no local também não foi relacionada com o acidente. ### Culto reúne mil na Candelária | FÁBIO GRELLET - Folhapress Rio de Janeiro, RJ ? Um ato multirreligioso em homenagem às vítimas do acidente com o avião da Air France reuniu cerca de mil pessoas na igreja da Candelária, no centro do Rio, ontem de manhã. Havia pelo menos 40 parentes de vítimas, além de amigos e funcionários da companhia aérea, que disponibilizou três micro-ônibus para levar os familiares até a igreja. Em clima de emoção, alguns parentes disseram ainda ter esperança de que os passageiros estejam vivos. ?Só quem está na pele [dos envolvidos] sabe o que é a dor?, disse a tradutora Ana Cláudia Dutra, 42 anos, prima do maestro Silvio Barbato. ?Muitos acreditam que tem gente lutando para sobreviver. No fundo, eu acredito que ele está lá, vivo e lutando?, afirmou. ### Parentes chegam hoje a Recife-PE | FOLHAPRESS Rio de Janeiro, RJ ? A Aeronáutica informou que levará hoje representantes das famílias de brasileiros do voo 447 até o Cindacta-3, em Recife. Lá, o grupo assistirá a uma exposição sobre a operação e suas dificuldades. Segundo os militares, não há possibilidade de familiares acompanharem a operação aérea de busca. Familiares dos brasileiros, porém, esperam ser levados até Fernando de Noronha para acompanhar as buscas pelo avião. A informação foi passada por Nelson Faria Marinho, pai do passageiro Nelson Marinho Filho. ///