Nacional
Planalto sofrer� mudan�as em mar�o
Brasília, DF ? Na reta final de seu mandato, ano que vem, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá que governar sem a companhia de pelo menos 22 dos seus 37 atuais ministros, que deixarão os cargos para disputar eleições para deputado, senador, governador e presidente. Para evitar o impacto de uma grande mudança ministerial em março, quando vence o prazo de desincompatibilização, auxiliares e articuladores políticos de Lula defendem uma minirreforma, a partir do segundo semestre deste ano. O ponto de partida para as alterações seria a saída do ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, que deve ocorrer três ou quatro meses depois de sua indicação por Lula para a vaga de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), prevista para este mês. ### Palloci deve ir para a Casa Civil Nas pastas técnicas, em 2010, a opção deverá ser pela efetivação dos secretários-executivos como ministros, até para não provocar disputa entre aliados. Mas nos ministérios mais políticos, embora as opções sejam poucas ? já que todas as estrelas querem concorrer a um mandato eletivo ?, a ideia é pôr nomes de peso. É o caso do ex-ministro Antonio Palocci (PT-SP). O sonho de Lula sempre foi ter de volta no governo o ex-ministro da Fazenda, que poderia substituir Múcio e, em março, quando Dilma sair, ser transferido para a poderosa Casa Civil. Nas pastas políticas, ele deve aproveitar, além de Palocci, algumas estrelas que estão sem chances ou não desejam disputar eleições majoritárias. ### Ministros evitam falar sobre saída Mas o líder do PMDB na Câmara diz que alguns casos pontuais podem ter solução diferente, atendendo, por exemplo, sugestões dos aliados. ?Isso é um critério exclusivo do presidente Lula. Mas ele poderá examinar caso a caso sugestões do PMDB, quando o partido tiver argumentos convincentes que não alterem a rotina administrativa da pasta?, diz Henrique Eduardo Alves. Os ministros políticos evitam falar em data de saída, alegando sempre que a decisão é de Lula. Muitos que vão se candidatar pretendem ficar no governo ? e ter visibilidade ? até o prazo, final de março. Outros cogitam sair antes para dedicar mais tempo às campanhas. Mas só Lula decidirá, dizem. ///