ELEIÇÕES
Flávio Bolsonaro se consolida como principal oponente de Lula
Petista aparece com 35%, enquanto senador marca 29% em hipótese de 1º turno


Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se consolidou como principal opositor do presidente Lula (PT) para as eleições de 2026, segundo nova pesquisa Genial/Quaest divulgada nessa quarta-feira (11).
O petista segue na liderança em todos os cenários de primeiro turno testados pelo levantamento, com intenções de voto entre 35% e 39%. Em todos eles, Flávio assegura, com folga, o segundo lugar, com percentuais que variam de 29% a 33%.
A pesquisa foi feita de 5 a 9 de fevereiro. Foram 2.004 entrevistas com brasileiros de 16 anos ou mais. A margem de erro estimada é de 2 pontos percentuais, e o nível de confiança é de 95%. Ela está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-00249/2026.
A pesquisa testou sete cenários, com os nomes dos governadores do Paraná, Ratinho Jr (PSD); de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo); e de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil) e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD). Em todos, Lula fica à frente.
Além deles, foram ventilados como candidatos os nomes do ex-ministro Aldo Rebelo (Democracia Cristã) e de Renan Santos (Missão). O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ficou de fora. Ele declara que não vai se candidatar à Presidência.
No primeiro turno, Ratinho aparece em dois cenários, com 8% e 7%, e Zema registra 4% nos quatro cenários em que está. Já Caiado figura em dois cenários, com 4% das intenções. Leite é listado em dois cenários, com 3% e 4%.
A diferença de Flávio para Lula no segundo turno é de 5 pontos, com o filho do ex-presidente com 38% e o petista com 43%. Este é o mesmo percentual que o atual presidente tem contra Ratinho, que pontua com 35%, marcando uma diferença de 8 pontos percentuais.
Contra Caiado, a distância entre os dois é de 10 pontos: ele com 32%, e Lula com 42%. Zema é de 11 pontos. O governador mineira registra 32% contra os 43% do petista. Eduardo Leite marca 28% ante 42% do petista —14 pontos.
Já em relação a Aldo Rebelo, Lula tem 44%, e o ex-ministro, 25%. A diferença soma 19 pontos, a mesma que existe em eventual embate com o líder do MBL (Movimento Brasil Livre), Renan Santos. Ele tem os mesmos 25% contra os 44% do petista.
Flávio e Lula têm as maiores rejeições, segundo a pesquisa. 55% dos brasileiros conhecem e não votariam no filho do ex-presidente, mesmo percentual de janeiro. O petista anotou o percentual de 54%, também o mesmo índice do mês anterior.
A pesquisa mostra Ratinho com rejeição de 40% (antes 41%), Caiado com 35% (depois de 36%), Zema com 34% (eram 36%), Eduardo Leite, que não tinha sido testado em janeiro, com 35%, Aldo Rebelo com 26% (ante 27%) e Renan Santos com 19% (21%).
ANÁLISE
A pesquisa Genial/Quaest trouxe sabor agridoce para os aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Se de um lado a relativa estabilidade nos números é positiva para quem está na frente e alguns elementos tragam perspectiva de melhora, há também motivos para preocupação e lamento quando se olha os meandros dos números.
Quando se olha para o copo meio vazio, mais que a oscilação negativa de dois pontos percentuais na aprovação geral, chama atenção o resultado ruim entre os que se consideram independentes (nem esquerda, nem direita, nem lulista, nem bolsonarista). É um grupo de 32% do eleitorado e que estará em disputa em um País polarizado e, hoje, reprova fortemente o governo (52% contra 37%).
Também chamam atenção, pelo lado negativo, a queda da aprovação no Nordeste e entre os mais pobres, exatamente o eleitorado mais fiel a Lula. E o fato de a maioria do brasileiro continuar vendo o País na direção errada, defendendo que Lula não deveria continuar como presidente e sem enxergar melhora alguma no campo econômico.
Também nos números da disputa eleitoral propriamente dita, a distância para Flávio Bolsonaro caiu pela metade desde dezembro (de dez para cinco pontos) e os dois já estão quase empatados na margem de erro.
Para quem está na frente, a relativa estabilidade nos números, sobretudo nos dados de primeiro turno, a cada mês que passa, também é sinal positivo, assim como a ausência da reação da chamada terceira via, que poderia tornar mais difícil conquistar o eleitor de centro.
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