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Maioria dos jovens prefere n�o votar, diz estudo
São Paulo ? A maioria dos jovens em idade de voto facultativo preferia não votar, segundo pesquisa A Voz dos Adolescentes, divulgada ontem pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). De acordo com o levantamento, os adolescentes acreditam que a família é a instituição com maior responsabilidade pela garantia de seus direitos, estão insatisfeitos com as condições físicas das escolas, sonham com um futuro melhor, afirmam que ?sempre? usam camisinha, gostam de ir a casa de amigos e assistir televisão. Foram ouvidos 5.280 jovens em todo o Brasil. O país tem atualmente 21.249.557 adolescentes, ou seja, 12,5% do total da população brasileira. Conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente, adolescente é a pessoa com idade entre 12 e 18 anos de idade incompletos. Dos entrevistados, 51% são do sexo masculino e 49% do sexo feminino. A maioria -94% - está matriculada na escola. Apesar dos atritos comuns com a família na adolescência, a maioria dos jovens ouvidos (95%) considera a família como a instituição mais importante para a sociedade. Eles se sentem respeitados pela família e consideram justa a forma como os pais os corrigem. Segundo 61% dos adolescentes, brigar com a família é o principal motivo de infelicidade. Escola Os adolescentes entrevistados estão insatisfeitos com as condições de ensino. Para 61% deles, o espaço físico da escola não é um lugar agradável e seguro e 67% não consideram boas as salas de aula e o pátio. A relação com os professores é boa para 49% dos jovens, mas 57% acreditam que as aulas não ajudam a compreender melhor a sociedade em que vivem, embora 76% consideram a escola importante para sua vida e futuro profissional. Conforme a pesquisa, 62% dos adolescentes que trabalham disseram que a atividade não prejudica os estudos. No entanto, 33% deles consideram que o trabalho prejudica os estudos. Os adolescentes planejam uma vida melhor e uma profissão. Para 59% dos entrevistados, sua vida vai ser melhor que a de seus pais; 15% acham que vai ser igual; 4% acham que será pior. Quanto às perspectivas do país, 28% acreditam que o Brasil está se tornando um lugar melhor para se viver, 27% acham que está ficando pior e 26% pensam que vai ficar igual.