CHUVAS
Temporal em Minas Gerais deixa ao menos 30 mortos, diz governo
Presidente Lula reconhece estado de calamidade em Juiz de Fora decretado pela prefeita na madrugada de terça-feira


Ao menos 30 pessoas morreram e 40 estão desaparecidas na zona da mata de Minas Gerais em razão das chuvas que atingiram a região na noite de segunda-feira (23) e madrugada dessa terça-feira (24), de acordo com informações atualizadas pelo Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG). Entre essas vítimas, 23 residiam em Juiz de Fora e 7 no município de Ubá.
As ruas se transformaram em rios revoltos pela tempestade. Um vídeo feito por moradores de Ubá mostrou um edifício desabando em poucos segundos, devido ao dano estrutural que o imóvel sofreu.
"Estamos aqui desde ontem [segunda] à noite para ver se [as vítimas] conseguem sobreviver debaixo da terra (...) A esperança é a última que morre", disse à AFP, Lívia Rosa, uma costureira de 44 anos, cujo genro tem vários familiares entre as vítimas soterradas pelos deslizamentos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reconheceu o estado de calamidade em Juiz de Fora, decretado na madrugada dessa terça-feira pela prefeita Margarida Salomão (PT) diante da "situação gravíssima".
Lula colocou em "alerta máximo" a Defesa Civil e enviou reforços à região para os trabalhos de resgate, segundo anunciou na rede X.
As autoridades disseram que este foi o fevereiro mais chuvoso desde que há registros em Juiz de Fora, um município de cerca de 540 mil habitantes, com 584 mm de água acumulados até o momento neste mês.
DESLIZAMENTO
"O local conta com um volume muito grande de terra que desceu, um deslizamento muito grande (...) trata-se de 12 casas que foram soterradas", disse à AFP o major Demetrius Goulart, responsável pelos bombeiros no bairro residencial Parque Burnier, um dos mais afetados em Juiz de Fora.
"É uma quantidade grande de pessoas que estavam em suas casas à noite, no momento de chuva", lamentou.
A Defesa Civil estima ainda em 440 o número de moradores que tiveram de deixar suas casas e recebem apoio da prefeitura para seu alojamento provisório.
Os bombeiros trabalhavam com especial intensidade em áreas próximas ao rio Paraibuna, que transbordou. As autoridades suspenderam as aulas em todas as escolas municipais.
Nas redes sociais circulam imagens de equipes de resgate operando com escavadeiras em áreas soterradas pela terra, com moradias destruídas.
