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INVESTIGAÇÃO

MC Ryan e MC Poze são presos pela PF em operação contra lavagem de dinheiro

Os dois artistas com milhares de seguidores criaram esquema para movimentar recursos ilícitos

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Esquema dos artistas teria movimentado mais de R$ 1,63 bilhão
Esquema dos artistas teria movimentado mais de R$ 1,63 bilhão | Foto: — Foto: Arquivo / Reprodução

A Polícia Federal prendeu nessa quarta-feira (15) os músicos MC Ryan e o MC Poze do Rodo em uma operação contra organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O esquema teria movimentado mais de R$ 1,63 bilhão, segundo a investigação.

Poze foi preso no Rio de Janeiro, e Ryan em Bertioga, no litoral paulista. Também foram determinadas medidas de constrição patrimonial, como sequestro de bens e a imposição de restrições societárias.

MC Ryan tem 15,6 milhões de seguidores no Instagram. MC Poze acumula 49,1 milhões. Os dois costumam usar suas redes para divulgar bets e rifas.

O advogado de Poze, Fernando Henrique Cardoso Neves, afirmou em nota que desconhece o teor do mandado de prisão. "Com acesso aos mesmos, se manifestará na Justiça para restabelecer sua liberdade e prestar os devidos esclarecimentos ao Poder Judiciário."

Felipe Cassimiro Melo de Oliveira, advogado do MC Ryan, afirmou que não teve acesso ao procedimento que tramita sob sigilo, razão pela qual está impossibilitada de apresentar manifestação específica sobre o caso. O advogado ressaltou que o MC é uma pessoa íntegra. "Todos os valores que transitam por suas contas possuem origem devidamente comprovada, sendo submetidos a rigoroso controle e ao regular recolhimento de tributos, o que sempre foi observado de maneira contínua e responsável", afirmou.

A Operação Narco Fluxo é um desdobramento da Operação Narco Bet e cumpriu 39 mandados de prisão temporária e 45 mandados de busca e apreensão expedidos pela 5ª Vara Federal em Santos, em endereços nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e no Distrito Federal.

Poze foi preso em casa, em um condomínio de luxo no Recreio dos Bandeirantes, zona sudoeste do Rio de Janeiro. Ele foi colocado na parte traseira de uma viatura da Polícia Federal, usando bermuda e um casaco com capuz. Na sua residência, foram apreendidos um Porsche e uma BMW.

De acordo com a Polícia Militar, que participa da ação, os influenciadores Chrys Dias e a mulher dele, Débora Paixão, foram presos em Itupeva, no interior de São Paulo. Em sua rede social, Chrys Dias se apresenta como empresário de MC Ryan e de outros influenciadores.

Em Jundiaí, em uma casa que pertence ao MC Ryan, segundo a PM, foi preso o influenciador Matheus Magrini, filho de Eduardo Magrini, conhecido como Diabo Loiro, apontado pela polícia como traficante internacional e membro do PCC. Ele foi preso em outra operação, em outubro de 2025.

Segundo a PF, profissionais do meio musical com milhares de seguidores nas redes sociais criaram um sistema sofisticado e complexo para movimentar recursos ilícitos. Eles mesclavam as atividades artísticas de parte dos investigados com transferências de criptoativos, transporte de dinheiro em espécie, e operações bancárias de alto valor.

Os envolvidos podem responder pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

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