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Presidente defende Jos� Sarney

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São Paulo ? O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem, ao se referir às mais recentes denúncias contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB), que ?não se pode vender tudo como se fosse um crime de morte?. Durante entrevista à Rádio Globo AM, de São Paulo, Lula argumentou que uma coisa é pedir emprego, outra é fazer lobby. Na quinta-feira, o jornal O Estado de S.Paulo mostrou diálogos que apontam para a prática de nepotismo pela família Sarney no Senado e ligam o presidente da Casa ao ex-diretor-geral Agaciel Maia e aos atos secretos. ?Precisamos saber o tamanho do crime. Uma coisa é você matar, outra é roubar, outra é pedir emprego, outra coisa é relação de influência, outra é lobby?, afirmou. ### Senadores criticam comentários Brasília ? Os senadores Pedro Simon (PMDB-RS) e Cristovam Buarque (PDT-DF) atacaram ontem a insistência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em ?desmerecer? as investigações de um órgão do Estado como a Polícia Federal (PF) e defender o senador José Sarney (PMDB-AP). Simon disse que Lula está sendo ?infeliz? nos comentários e pediu que o presidente da República ?feche a boca e pare de falar?. Cristovam ficou particularmente incomodado com a recomendação de Lula para que as investigações do Ministério Público levem em conta a ?biografia dos investigados?. Cristovam disse que ?a biografia é para os livros, a Justiça é para ações deste momento, uma coisa é a história, outra é a política?. ?Ele (Lula) está sendo infeliz porque entrou numa situação que não precisaria ter entrado da maneira que está entrando?. ### Senadores querem reunião imediata do Conselho de Ética | ADRIANA VASCONCELOS - Agência O Globo Brasília, DF ? Apesar das novas declarações de apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ? que recomendou a diferenciação e gradação de crimes, já que uma coisa é roubar e outra é pedir um emprego ? o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), começa a assistir à debandada de parte dos aliados que vinham lhe dando apoio para permanecer no cargo. Sua maior preocupação agora é com a bancada do PT, onde até mesmo aqueles que o defendiam, como a senadora Ideli Salvatti (SC), já começam a admitir que sua situação se agravou e pode levar o partido a rever sua posição. Se os 12 senadores do PT sairem da contabilidade de Sarney, ele cai para uma margem frágil de 38 votos contra um eventual processo por quebra de decoro parlamentar. ### Diretoria reduz atos secretos | MÁRCIO FALCÃO - Folhapress Brasília, DF ? A Diretoria Geral do Senado divulgou ontem um novo levantamento sobre os atos secretos editados nos últimos 14 anos. Pela nova contagem, são 511 decisões administrativas que não tiveram publicidade de acordo com a Constituição. Até a última contagem, eram 544 medidas secretas. Anteontem, foram encontradas mais 33 medidas que foram devidamente publicadas nos boletins administrativos de pessoal do Senado. Esses atos são do período em que o senador Romeu Tuma (PTB-SP) foi o primeiro secretário da Casa. No início da semana, outro cruzamento de dados apontou que outros 119 atos secretos foram publicados corretamente no Diário Oficial do Senado Federal. Inicialmente eram 663 atos secretos. ///

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