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JUSTIÇA

STF tem maioria para manter prisão de ex-presidente do BRB

Paulo Henrique Costa é investigado por corrupção e lavagem de dinheiro

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Costa teria ocultado seis imóveis avaliados em R$ 146,5 mi
Costa teria ocultado seis imóveis avaliados em R$ 146,5 mi | Foto: Reprodução

A 2ª Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria hoje para manter a prisão do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa e do advogado Daniel Monteiro, investigados por envolvimento no escândalo do banco Master.

O placar é de 3 a 0 para manter Paulo Henrique e Monteiro presos. Relator das investigações sobre o Master na corte, o ministro André Mendonça foi o primeiro a votar pela manutenção da prisão. Ele foi seguido pelos ministros Luiz Fux e Kassio Nunes Marques.

Até o fechamento desta página, faltava ainda o voto de Gilmar Mendes. O ministro tinha até 23h59 de ontem para se manifestar.

Já o ministro Dias Toffoli se declarou impedido de participar. Ele repetiu a posição que teve em março, quando não julgou a decisão que decretou a prisão do ex-banqueiro Daniel Vorcaro pela segunda vez. Na época, afirmou que, "por motivo de foro íntimo", não votaria mais em casos relacionados ao Master.

É a segunda vez que Mendonça manda decisão sobre o Master para julgamento de colegas. Quando autorizou a terceira fase da operação, que prendeu Daniel Vorcaro pela segunda vez, o relator também enviou o caso para análise dos ministros, que chancelaram a medida por unanimidade. A partir disso, a defesa do ex-banqueiro mudou de estratégia e passou a discutir uma delação premiada, cuja proposta ainda vem sendo elaborada.

Paulo Henrique Costa e Daniel Monteiro foram presos preventivamente na semana passada, na quarta fase da Operação Compliance Zero. A investigação aponta que o ex-presidente do BRB teria negociado propina de R$ 146,5 milhões com Vorcaro, por meio de imóveis, em troca de atuar na compra do Master pelo banco público de Brasília. Já Monteiro é apontado como "arquiteto jurídico" das fraudes.

Segundo a PF, pagamentos foram travados após Vorcaro ser informado de forma irregular sobre investigações sigilosas envolvendo o Master. Mesmo com isso, Costa teria recebido mais de R$ 74 milhões do ex-banqueiro. A investigação afirma que Costa teria colocado o BRB "a serviço da manutenção da liquidez do Banco Master" e atuado como "verdadeiro mandatário de Daniel Vorcaro no âmbito" do banco público.

Monteiro teria sido o "operador técnico e estrutural da engrenagem criminosa" do Master. Na decisão que autorizou a prisão, o ministro André Mendonça apontou que o advogado realizou a "blindagem jurídica e documental das operações fraudulentas envolvendo a empresa Tirreno e as carteiras cedidas" ao BRB na tentativa de venda do banco de Vorcaro. O negócio, no entanto, acabou rejeitado pelo Banco Central após vários indícios de fraudes, e o Master foi liquidado em novembro de 2025.

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