Nacional
Casa retoma trabalhos com bate-boca
Brasília, DF ? No primeiro dia de funcionamento do Senado, após o recesso, o plenário da Casa foi incendiado ontem por duros ataques, xingamentos e ameaças dos grupos pró e contra a permanência do presidente José Sarney (PMDB-AP) no cargo. Depois de uma rápida passagem de Sarney pelo plenário, o líder do PMDB, Renan Calheiros (PMDB-AL), com o ex-presidente e senador Fernando Collor (PTB-AL) contra-atacou pesado as acusações. O alvo principal foi o senador Pedro Simon (PMDB-RS), que fazia mais um apelo para que Sarney renunciasse ao cargo. Municiados com informações sobre a vida política dos críticos de Sarney, a dupla Renan/Collor partiu para a guerra, defendeu Sarney e intimidou seus críticos. No meio de seu pronunciamento, Simon foi surpreendido por duros ataques de Renan. Depois foi a vez de Fernando Collor, que aproveitou o bate-boca para rememorar fatos que levaram ao seu impeachment na Presidência da República. ### Não há indícios contra senador, diz procurador | FOLHAPRESS Brasília, DF ? Em sua primeira entrevista após assumir o cargo, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, afirmou ontem que ainda não existem indícios suficientes contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), para que a última instância do Ministério Público ou o Supremo Tribunal Federal entrem nas investigações. ?Até o momento, nada existe que firme a atribuição do procurador-geral da República ou do Supremo. A investigação está sendo conduzida normalmente pela Procuradoria?. Questionado especificamente se ele já encontrou algum indício de crime cometido pelo Sarney, respondeu: ?Nada que tenha sido verificado pela PR-DF [Procuradoria da República no Distrito Federal], que, quando constatar o envolvimento de qualquer autoridade sujeita à jurisdição do Supremo, encaminhará o assunto ao procurador-geral, e isso não foi feito até agora?. ///