Nacional
Senado divulga mais 468 atos secretos
Brasília, DF ? A oposição classificou ontem de ?estratégia? dos aliados do senador José Sarney (PMDB-AP) a divulgação de novos 468 atos secretos editados pela instituição entre os anos de 1998 e 1999. Como os novos atos são referentes ao período em que o ex-senador Antônio Carlos Magalhães presidia a Casa, senadores da oposição argumentam que o grupo pró-Sarney teria como objetivo mostrar que não apenas o atual presidente do Senado foi responsável por referendar atos sigilosos. ?Os atos secretos são muito graves. Por coincidência, esses seriam da lavra do senador Antônio Carlos Magalhães, que não está mais aqui para se defender. Me parece algo diversionista para mostrar que não apenas o senador Sarney editou os atos?, afirmou o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM). ### Virgílio: ?ficha suja? fora do Conselho Brasília, DF ? O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), encaminhou ontem projeto de resolução à Mesa Diretora da Casa que proíbe a eleição de senadores para o Conselho de Ética que respondam a processos judiciais, em qualquer instância, por crimes contra o patrimônio, a administração e as finanças públicas. O tucano argumenta que os integrantes do conselho devem ter lisura ética para julgarem os colegas. ?É imperioso que os membros do conselho, titulares ou suplentes, tenham a isenção necessária para avaliar a conduta ética de seus pares. O projeto dá transparência e segurança às ações do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, bem como transmite para a sociedade um padrão de isenção quanto ao julgamento dos seus representantes legitimamente eleitos?, afirmou. ### DEM quer vídeos de circuito interno Brasília, DF ? O líder do DEM, deputado Ronaldo Caiado (GO), ingressou ontem com requerimento de informações na Mesa Diretora da Câmara pedindo acesso às gravações do circuito interno da Casa Civil de dezembro. Caiado quer verificar o possível encontro entre a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) e a ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira. Ele quer saber também se a ministra tem uma agenda paralela à oficial. ?Os fatos estão caminhando para que aquilo que a ministra disse possa ser contestado. É algo que inviabiliza sua candidatura [à Presidência em 2010]. A ex-secretária relata um fato que aconteceu?, disse o deputado. ///