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TRABALHO ESCRAVO: cinq�enta s�o libertados no Par�
Uma fiscalização do Ministério do Trabalho, dentro do programa ?Amazônia Fique Legal?, colocou, ontem, em liberdade mais 50 trabalhadores rurais, que estavam mantidos em regime de escravidão por dois fazendeiros. Os trabalhadores estavam sendo usados em desmatamento ilegal no município de Altamira, sudoeste do Pará, a 920 quilômetros de Belém. Eles derrubaram, na localidade de Cachoeirinha, 968 hectares de floresta, sem receber qualquer pagamento pelo serviço ilegal. As polícias Civil e Militar apoiaram a operação de resgate do grupo. A operação ?Amazônia Fique Legal? encontrou as famílias alojadas em condições subumanas, dentro da floresta e com focos de malária. A área está sub judice, mas sua tutela pertence à empresa Indústria, Comércio, Exportação e Navegação do Xingu Ltda. (Incenxil). A tutela foi concedida pelo Tribunal de Justiça do Estado (TJE). O fazendeiro Haroldo Vieira, acusado de manter os trabalhadores em regime de escravidão, afirmou que é dono da área de 800 alqueires, às margens do Rio Iriri, onde, segundo ele, teriam sido derrubados cerca de 50 hectares. Ele teria comprado a área por R$ 25 mil. Segundo o fazendeiro, a derrubada de madeira começou a ser feita no ano passado. O Pará é recordista nos casos de trabalho escravo e de mortes no campo. Das 45 áreas onde foi detectado o regime de escravidão no País, localizadas pelo Grupo Móvel de Fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), 24 são do Pará, 12 do Maranhão, três do Mato Grosso, duas do Tocantins e outras no Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina.