loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
sexta-feira, 03/07/2026 | Ano | Nº 6259
Maceió, AL
25° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Nacional

INVESTIGAÇÃO

Pastor Márcio Poncio é preso em ação da PF sobre comércio ilegal de cigarros

Polícia Federal apura suspeitas de lavagem de dinheiro praticadas pela cúpula do novo jogo do bicho

Ouvir
Compartilhar
O pastor Márcio Poncio, preso em operação da Polícia Federal
O pastor Márcio Poncio, preso em operação da Polícia Federal | Foto: — Divulgação

Uma operação da Polícia Federal no Rio de Janeiro cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão contra o ex-presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio) Rodrigo Bacellar, o contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, e o pastor Márcio Poncio.

O pastor foi preso em um hotel na Barra da Tijuca. Bacellar deverá ser transferido do Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, para um presídio federal.

Márcio Poncio é pastor, empresário do ramo do tabaco e fundador da Igreja da Nuvem. Pai da deputada estadual Sarah Poncio (Solidariedade-RJ) e do cantor Saulo Poncio, ganhou notoriedade tanto pela atuação religiosa quanto pelos negócios no setor de cigarros, o que lhe rendeu o apelido de "pastor do cigarro".

Ele é investigado por possíveis ligações com a chamada "Máfia do Cigarro", coordenada por Adilsinho, segundo a polícia.

A ação é uma nova fase da operação Unha e Carne, que já investigou suspeitas de vazamento de informações sigilosas que teriam beneficiado o Comando Vermelho. Na nova operação, a PF apura suspeitas de lavagem de dinheiro praticadas pela cúpula do novo jogo do bicho e eventual ramificação do esquema em integrantes do Executivo e Legislativo do Rio.

Bacellar e Adilsinho já estavam presos, mas foram alvos de novos mandados. Poncio foi preso durante a manhã na Barra da Tijuca, zona oeste carioca. Os mandados foram expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

Um dos alvos de busca e apreensão foi o ex-deputado federal Marco Antônio Cabral (Solidariedade), filho do ex-governador do Rio Sérgio Cabral. Sua advogada, Patrícia Proetti, afirmou que ele "recebeu, na manhã dessa quinta-feira, um mandado de busca e apreensão, cujo cumprimento ocorreu de forma tranquila, com total colaboração às autoridades".

"Ele nega, de forma categórica, qualquer participação em organização criminosa, lavagem de dinheiro ou o recebimento de valores de origem ilícita. Marco Antônio reafirma seu respeito às instituições e permanece à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários", acrescentou.

O advogado Ricardo Braga, que representa Adilsinho, "rechaça a alegação de pagamento de vantagens indevidas a políticos ou agentes públicos". A defesa diz confiar "no Poder Judiciário e no devido processo legal".

A defesa de Bacellar disse que o ex-deputado nega ter "atuado, de qualquer forma, para inibir ou embaraçar qualquer investigação, direta ou indiretamente, ou para proteger e beneficiar organizações criminosas e seus integrantes".

"Reitera-se que, conforme extensa documentação acostada aos autos próprios, está cabalmente demonstrado que Rodrigo Bacellar não possui mínima vinculação com os fatos apurados, sendo certo que a instrução probatória apoiará as conclusões defensivas e comprovará aquilo que há muito é bradado", afirma a nota da defesa do ex-deputado.

A reportagem também procurou o advogado Leonardo Mendonça, que representa Poncio, mas ele não se pronunciou.

Relacionadas