POLÍTICA
Lula fala em embate por emendas em eventual 4º mandato
As declarações foram feitas durante a convenção nacional do PT, em São Paulo, que oficializou sua candidatura à reeleição
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesse domingo (2), que, caso seja reeleito, pretende enfrentar uma disputa política com o Congresso Nacional para rever o papel das emendas parlamentares e alterar o modelo de financiamento dos partidos.
Ao discursar para militantes e aliados, em São Paulo, Lula afirmou que um eventual quarto mandato será marcado por mudanças na relação entre os Poderes e defendeu uma atuação mais firme do Executivo.
“Minha quarta Presidência é para mudar muita coisa neste país. Vai ter briga com emenda parlamentar e com o papel que hoje tem o Legislativo”, declarou.
Segundo o mandatário brasileiro, o chefe do Executivo perdeu parte de suas atribuições nos últimos anos, o que, em sua avaliação, compromete a capacidade de governar.
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Lula afirmou que pretende defender as prerrogativas da Presidência da República, como as indicações para agências reguladoras, tribunais superiores e outros órgãos federais.
“Não posso permitir que o presidente da República vá perdendo seus direitos. Vai ter de ter uma briga democrática para fazer uma mudança neste país”, disse.
As declarações foram feitas durante a convenção nacional do PT, em São Paulo, que oficializou sua candidatura à reeleição.
A convenção nacional do PT homologou oficialmente a candidatura de Lula à reeleição. Aos 80 anos, o petista disputará o Palácio do Planalto pela sétima vez e busca um quarto mandato, feito inédito na política brasileira.
A chapa será novamente formada com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), repetindo a composição vencedora das eleições de 2022.
Ainda durante o discurso, o petista também criticou o atual modelo de financiamento público das legendas. Lula afirmou sentir falta da época em que os partidos arrecadavam recursos diretamente com seus filiados e simpatizantes para financiar campanhas.
Segundo ele, o fundo partidário contribui para distorções no sistema político. “Sou triste com a política de hoje. Preferia meu partido quando tinha de vender camiseta para colocar gasolina e fazer comício. Negócio de fundo partidário não me agrada, porque está levando os partidos para a promiscuidade”, afirmou.