ELEIÇÕES 2026
Lula ataca a direita em ato e fala em eleger maioria no Congresso
Presidente afirmou que “a gente não quer exportar o mineral bruto para depois comprar as coisas prontas dele”
Em ato no estádio Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, no domingo (16), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atacou a direita, defendeu a exploração das terras raras pelo Brasil e afirmou ser necessário eleger maioria no Congresso Nacional. O evento marcou o primeiro ato de campanha, com discurso de 36 minutos.
“Eu sou o primeiro presidente da República eleito três vezes. Enquanto eu for vivo, não vou permitir parar de lutar e deixar a direita governar. Uma direita que ficava dando risada das crianças que estavam morrendo por falta de remédio. Uma direita que é responsável pela morte de 400 mil pessoas da Covid por irresponsabilidade com a vacina”, afirmou Lula.
Ao citar sobre terras raras, Lula afirmou que “a gente não quer exportar o mineral bruto para depois comprar as coisas prontas dele. Nós queremos extrair aqui, transformar aqui, industrializar aqui, produzir aqui, gerar emprego aqui e gerar riqueza”.
Ao defender uma maior base de apoio no Legislativo, Lula afirmou que “precisa eleger a maioria no Congresso Nacional”.
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O presidente reforçou que pretende criar o Ministério da Justiça e Segurança Pública, caso o Congresso aprove a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança.
“Vou criar o Ministério da Segurança Pública para dividir a responsabilidade com estados e municípios, pra gente libertar o povo das vilas mais pobres”, ressaltou.
Lula também dedicou uma parte do discurso às mulheres. Ao lembrar as trajetórias de sua mãe, Dona Lindu, de sua ex-mulher Marisa e da primeira-dama Janja, voltou a defender o combate ao feminicídio e cobrou dos homens uma mudança de comportamento. “Vocês, mulheres, não baixem a cabeça nunca. Nós homens precisamos aprender a respeitar vocês como companheiras e não como serviçais. Não é possível que a gente não acabe com essa violência”, declarou.
O ato foi acompanhado pelo candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), e pelo candidato à reeleição como vice-presidente na chapa, Geraldo Alckmin (PSB).