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DEM abre processo contra deputado

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Brasília, DF ? Um dia depois de o governador José Roberto Arruda (DF) anunciar sua desfiliação do DEM, a Executiva Regional do partido abriu ontem processo de expulsão contra o presidente licenciado da Câmara Legislativa, Leonardo Prudente, filmado colocando maços de notas na roupa e nas meias. A reunião foi coordenada pelo vice de Arruda e presidente regional do DEM, Paulo Octávio, também suspeito de envolvimento no suposto esquema do mensalão. Até agora preservado por não aparecer nos vídeos, Paulo Octávio foi forçado pela Executiva Nacional a abrir o processo para manter o apoio político e ficar na legenda. Devido às festas de fim de ano, o DEM-DF deve concluir a expulsão de Prudente em cerca de 30 dias. ### Esquema envolve publicidade Em depoimento à Polícia Federal, Durval Barbosa disse que a AB Produções foi quem alugou a chamada ?Casa dos Artistas?, o quartel-general da campanha de Arruda em Brasília, onde eram produzidos programas eleitorais. Segundo Barbosa, que confessou o esquema em troca de delação premiada, R$ 12 milhões foram gastos na casa. Em 2008, no segundo ano da gestão de Arruda, a publicidade do governo passou para as mãos de outras três empresas: AV Comunicação, Agnelo Pacheco e Dupla Criação. A prática de ?subcontratar? a AB Produções continuou. Juntas, repassaram R$ 4,5 milhões para a empresa de Abdon Bucar. ### Arruda pede para a PM respeitar manifestações | FOLHAPRESS O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido), encaminhou ofício ontem ao secretário de Segurança Pública, Valmir Lemos de Oliveira. No ofício, Arruda diz reconhecer a legitimidade das manifestações democráticas. ?Dirijo-me a Vossa Excelência no intuito de ratificar a orientação deste governo em reconhecer a legitimidade das manifestações populares democráticas no âmbito do Distrito Federal?, diz ele. O documento foi enviado após as críticas feitas à conduta da Polícia Militar durante enfrentamento de manifestantes em frente ao Palácio do Buriti e do Tribunal de Justiça do DF. A PM usou bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo e gás de pimenta para dispersar os mais de 2.000 manifestantes. Ao final, três foram presos e oito ficaram feridos. A PM negou excessos. Mas as imagens de manifestantes quase sendo pisoteados pela cavalaria gerou críticas de vários segmentos da sociedade. ///

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