AUDIÊNCIA
Defesa de Vorcaro pede a Fachin perícia oficial em celular apreendido
Advogado esteve com assessores do presidente do STF e diz que extração tem de preservar os dados brutos do aparelho
A defesa de Daniel Vorcaro pediu ao presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, uma perícia oficial sobre o celular do ex-dono do Banco Master. O advogado Sérgio Leonardo foi recebido nessa terça-feira (3) por integrantes do gabinete do ministro, que relata o caso temporariamente, para tratar dos pedidos ainda sem decisão.
“Nós precisamos que uma perícia oficial seja feita e que a defesa tenha assegurado o acesso aos dados brutos e completos dessa extração, que é a única forma de aferirmos se aquela prova foi obtida de forma lícita ou não”, disse Leonardo na saída da audiência.
No fim de outubro, os advogados apresentaram à corte o resultado de uma perícia preliminar contratada pela defesa, a qual aponta supostas modificações no celular do ex-banqueiro após a apreensão, em novembro do ano passado.
O documento é usado pela defesa para questionar a higidez das provas empregadas pela Polícia Federal nos inquéritos que investigam Vorcaro e para exigir que o órgão apresente dados que, segundo os patronos, vêm sendo solicitados desde fevereiro.
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Na petição enviada ao Supremo, a defesa sustenta que os pontos levantados pelo perito implicam "necessariamente que a liberdade [de Vorcaro] seja restabelecida", por considerar desarrazoado que ele continue preso enquanto não houver um exame aprofundado do conteúdo do telefone. Procurada, a assessoria da PF não quis se pronunciar sobre a acusação.
Nessa terça, os advogados também criticaram o indiciamento feito pela PF, diante da ausência dessa verificação no aparelho de Vorcaro.
“Foi feito um indiciamento afoito, apressado, em um pedido totalmente contraditório, no qual a autoridade policial pede para continuar a investigar, mas, desde logo, indicia. Diz que falta ouvir muita gente, que não fez a perícia e que tem muitas dúvidas a esclarecer, mas formalizou o indiciamento. Então, a prisão já se prolongou demais”, declarou.
No último dia 28, a PF concluiu o primeiro inquérito sobre suspeitas relacionadas ao Master e indiciou Vorcaro e outras 14 pessoas por supostos crimes financeiros na venda de carteiras de crédito ao BRB (Banco de Brasília).