Nacional
Crise pol�tica une governo e oposi��o
Brasília, DF ? A crise política que varre o Distrito Federal e levou à prisão o governador José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM), afastado do cargo no último dia 11, conseguiu unir governo e oposição em torno de um ponto: a rejeição à intervenção federal proposta pelo Ministério Público. Mesmo deputados oposicionistas, que usam a ameaça de intervenção como arma para fazer andar os pedidos de impeachment ou forçar a renúncia de Arruda e do governador em exercício, Paulo Octávio (DEM), resistem à medida. O deputado federal Geraldo Magela (PT-DF), pré-candidato ao governo do DF, defende as saídas de Arruda e de Paulo Octávio. A argumentação é que a linha sucessória deve ser seguida à risca. Ou seja, que assumam o cargo, pela ordem: o presidente da Câmara Legislativa, Wilson Lima (PR); o vice-presidente da Câmara, Cabo Patrício (PT); e o presidente do Tribunal de Justiça, Nívio Gonçalves. Mas ele admite que um interventor poderia ajudar nas investigações da Polícia Federal sobre o esquema de fraudes no DF. ### Intervenção federal divide opiniões O deputado federal Osório Adriano, correligionário de Arruda e Paulo Octávio, considera que a intervenção seria um ?castigo ainda maior? para a população brasiliense. Segundo ele, as atividades do governo estão paralisadas, mas a situação poderia piorar com um interventor. ?Qualquer mudança maior vai paralisar as duas mil obras do DF, trazendo um prejuízo maior para a cidade. Até que o interventor se integre a esse volume de obras, isso leva tempo?, argumenta Osório Adriano, único parlamentar a visitar Arruda na prisão. Para o senador Adelmir Santana (DEM-DF), uma intervenção não traria prejuízos administrativos, mas seria uma afronta à democracia. ///