Nacional
Vacina brasileira aumenta sobrevida
Especialistas anunciaram ontem, durante o 3º Congresso Internacional de Cancerologia e Imunobiomodulação (Icoi), em São Paulo, que os primeiros resultados de estudos com vacinas contra o câncer brasileiras são promissores e representam uma nova forma de tratamento, ainda experimental. A lógica das vacinas terapêuticas é ensinar o sistema imunológico a reconhecer e combater as células cancerosas. A maioria das pesquisas usa fragmentos de tumor do paciente, tratados em laboratório e depois devolvidos ao organismo sob a forma de vacina. Atualmente, existem no País três grupos de pesquisa na área. Dois em São Paulo e um em Belo Horizonte. A equipe liderada por Débora Pereira da Silva, cirurgiã oncologista do Hospital do Câncer, vem estudando uma vacina contra o melanoma, forma mais letal do câncer de pele, em estágio avançado. Em um estudo envolvendo 25 pacientes, os pesquisadores verificaram que 32% apresentaram uma resposta positiva à vacina. Em média, eles sobreviveram por mais de 23 meses. A sobrevida de pessoas com melanoma avançado varia de dois a seis meses. O professor José Barbuto, do Departamento de Imunologia do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo, lidera o grupo que estuda o combate ao câncer de rim e também o melanoma.