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Hansen�ase, o duro caminho de volta
Brasília, DF ? A assistente social Teresa Santos Oliveira, hoje com 53 anos, soube há apenas oito anos que seus pais biológicos eram portadores de hanseníase. Como centenas de crianças filhas de hansenianos, Teresa foi retirada do convívio do pai e da mãe, isolados compulsoriamente no hospital-colônia Santo Ângelo, em Mogi das Cruzes (SP). Esses locais eram conhecidos como leprosários. Como inúmeras crianças nessa condição, ela foi adotada e ganhou nova identidade. Quando soube, Teresa foi buscar nos prontuários da instituição a sua real história e descobriu que nasceu Maura Regina Luchetti. Agora, tem duas certidões de nascimento. ### Indenização de 2007 repara danos O governo federal decidiu, em 2007, pagar indenização, como reparação, aos pacientes de hanseníase isolados compulsoriamente no século passado. Foi criada uma comissão interministerial de avaliação para julgar cada caso. A estimativa era que o total de vítimas da política de isolamento chegasse a quatro mil. Esse número, porém, mais que dobrou e foram apresentados 10,7 mil requerimentos. A prioridade no julgamento é para hansenianos com idade superior a 60 anos. Foram analisados 6,5 mil processos, dos quais 4.389 foram deferidos e apenas 459 recusados. Os outros estão em diligência, ou seja, a comissão busca documentos dos antigos internos das colônias. Para ter o caso aprovado, o paciente precisa provar que é ou foi portador da doença e que foi internado à força nas colônias. Quem é beneficiado pela lei tem direito a uma prestação mensal de cerca de R$ 800, vitalícia, e também a um retroativo, pago de uma vez, no valor médio de R$ 24 mil. ///