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“Tenho 100% de certeza que foi o casal”

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São Paulo, SP ? O segundo dia de julgamento do Caso Isabella mostrou as estratégias que devem ser usadas até o fim por defesa e acusação. A promotoria explorou os três depoimentos de ontem ? uma delegada e dois médicos-legistas ? para mostrar que a criança foi ferida, atirada ao chão e asfixiada antes de ser lançada, inconsciente, da janela do 6º andar do Edifício London. Roberto Podval tentava desqualificar os depoimentos. Não se tratava mais de provar a existência de um ladrão no prédio ou a possibilidade de uma prova acidental, mas de mostrar possíveis fragilidades na prova central desse júri ? os laudos e exames periciais. Tudo para pôr os jurados em dúvida e buscar a absolvição. Já no primeiro depoimento do dia, o da delegada Renata Pontes, isso ficou claro. Foi ela quem presidiu o inquérito que incriminou o casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá pela morte da menina de 5 anos em 29 de março de 2008. A delegada começou a depor às 10h05. Defesa pede isolamento da mãe | RODRIGO BRANCATELLI - Agência Estado São Paulo, SP ? A tática da defesa de pedir que a mãe de Isabella, Ana Carolina Oliveira, fique durante todo o julgamento no próprio tribunal, incomunicável, é ao mesmo tempo ?cabível? e ?perigosa?. O pedido foi feito na segunda-feira pelo advogado de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, Roberto Podval, e aceito pelo juiz Maurício Fossen ? segundo Podval, pode ser necessária uma acareação no decorrer do júri. Ao mesmo tempo que os jurados podem entender a tática do advogado como uma possível falta de bom senso, a defesa evita, assim, que Ana Carolina volte ao tribunal como espectadora, sensibilizando ainda mais o conselho de sentença. ?Não é costumeiro fazer isso, mas é permitido?, diz o criminalista Tales Castelo Branco. ?Isso faz parte da tática da defesa, pois ela pode ainda passar por acareação e precisa ficar incomunicável?, completa o advogado Carlos Kauffmann. ###

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