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Opinião

Por ar e terra

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Enfim, o projeto para o Aeroporto em Maragogi dá sinais de que vai decolar com destino à realidade. Segundo informado pelo Departamento de Estradas de Rodagem estão sendo finalizadas as adaptações indicadas pelo Instituto de Meio Ambiente de Alagoas ao projeto original. Atendidas essas recomendações, estaria a pista livre para a concessão da licença prévia ambiental para a obra Como se sabe, o Aeroporto de Maragogi é uma obra estratégica para o turismo na região, atendendo às crescentes demandas geradas pelo Sul de Pernambuco e pelo Norte de Alagoas, área indiscutivelmente paradisíaca. As obras estão estimadas em R$ 50 milhões, devendo carrear recursos federais e estaduais. Ótimo. A construção desse aeroporto no meio do caminho entre Recife e Maceió não pode, porém, tirar do ar o projeto de duplicação da rodovia litorânea entre essas duas capitais. Em verdade, essa pista devidamente ampliada e modernizada representará incremento talvez muito mais importante que o aeroporto para todas as modalidades econômicas praticadas na região. Afinal, a via rodoviária é por onde é movimentado o grosso dos negócios para inúmeros pequenos, micros e médios empreendimentos. E o Norte alagoano, assim como o Sul pernambucano, turbinados em atividades turísticas, agrárias e industriais num espectro que alcança do grande ao micro porte, necessitam da ligação terrestre em bom estado. A principal rodovia litorânea nessa área, nos dois estados, precisa estar em condições para responder ao afluxo da circulação de pessoas e cargas. Aeroporto e rodovia não se excluem, complementam-se. Se as rotas aéreas possibilitarão o trânsito de milhares de turistas para a área, é indispensável que esse maior volume de visitantes tenha suas demandas respondidas com eficiência, e aí entra a estrada em condições apropriadas.

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