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Mortic�nio nas ruas

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Cada vez mais preocupante é a realidade de violência que se abate sobre os moradores de rua. Pelas estatísticas oficiais, de fevereiro deste ano até ontem, nove pessoas integrantes desse grupo de excluídos foram assassinadas em Maceió.. Há quem levante a hipótese de atuação de algum grupo de extermínio, enquanto outros sugerem o flagelo do crack como o fulcro dessa onda de assassinatos. O fato, porém, independe de complexas análises teóricas para ser visualizado como algo inconcebível. E os poderes constituídos não estão inertes frente a isso. A Procuradoria Geral do Estado já autorizou ao Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gecoc) um acompanhamento especial a este conjunto de assassinatos. Retornando ao universo das teorias, são igualmente preocupantes as duas principais vertentes que buscam entender e explicar essa criminosa onde de mortes. E ambas podem se fundir numa só, pois em sendo esses homicídios obra de grupos de extermínio, a motivação pode ser a mesma: dívida com traficantes. Numa primeira análise desponta a suposição de que a rede viciosa estabelecida pela traficância do crack (ou noia, como é mais conhecida esta droga em Alagoas) possa ser a responsável por esses assassinatos, pois são recorrentes as informações sobre homicídios provocados como represália a consumidores que não mais conseguiriam saldar suas dívidas. Desprovidos de quaisquer opções para pagar suas contas em aberto, viciados sem dinheiro têm sido trucidados como exemplo de sangue. Essa norma criminosa valeria para todas as gangues e os moradores de rua que tropeçassem nessas redes estariam condenados à morte. Será verdade? Qualquer que venha a ser a verdade sobre as motivações dessa onda de crimes ela precisa ser descoberta sem mais demora, os responsáveis identificados e entregues à Justiça.

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