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Padre C�cero: santo, paranormal ou embusteiro?

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Esta indagação tem perdurado por muitos anos na cultura do povo nordestino, trazendo ansiedade aos corações dos romeiros e romeiras do Padím Ciço, assim chamado pelos afilhados e afilhadas do presbítero. Cícero Romão Batista nasceu na cidade do Crato, Ceará, em 24/03/1844. Aos 26 anos foi ordenado sacerdote. Teve uma trajetória religiosa ao ponto de ser considerado possuidor de poderes sobrenaturais, em face das suas atitudes e decisões tomadas em favor dos paroquianos e paroquianas, bem assim do grande número de católicos e católicos residentes nos estados da região do nordeste. Seu prestígio diante do povo conduziu-o à prefeitura da cidade do Juazeiro e à Assembleia Legislativa cearense. Era um misto de padre e político. Como religioso revolucionou a crença da gente nordestina e como político notabilizou-se como um exímio administrador e legislador. Se fizermos um estudo etnológico da personalidade do Cícero Romão no campo biopsíquico, com certeza chegaremos à conclusão de que se tratava de um homem dotado do sexto sentido à toda prova, cuja percepção resultava nos feitos praticados em favor de seus devotos e devotas. Segundo comenta-se, que ele previa os acontecimentos que poderiam ocorrer com seus fiéis, bons ou ruins ao retornarem aos seus estados após as peregrinações realizadas, inclusive orientando-os a mudarem de caminhos no retorno aos seus lares porque algo maléfico poderia acontecer. Verdadeiramente um presbítero dotado de dons emanados pelo Criador! Se levarmos o assunto para o campo da psicanálise de Freud, concluiremos que Cícero Romão tenha sido paranormal com revestimento de santificação, do que mesmo um simples sacerdote, considerando as ações praticadas pelo mesmo serem respaldadas no campo da parapsicologia, que à época de sua passagem terrena essa ciência pouco interesse despertava nas pessoas que gostavam de estudar as ciências sociais. Finalmente, a vida pregressa do padre em estudo poderá ser pesquisada e analisada por teólogos e doutores do Vaticano de uma maneira abrangente, a fim de conduzir o Padim Ciço ao altar, depois de conclusos os processos de beatificação e canonização a serem realizados pela Igreja Católica Apostólica Romana, que exige provas de milagres para a santificação de um proposto santo. Romeiros e romeiras aguardam esse grandioso dia, onde serão banidas as dúvidas que são levantadas quanto à postura do popular santo do Juazeiro e logo em seguida proclamado realmente santo o ovacionado mui querido Padim Ciço, que já faz parte do número dos santos do povo brasileiro; isto posto seja cumprida a expressão tão conhecida: dá a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. (*) É advogado ([email protected]).

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